Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024

Home Rio Grande do Sul Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul distribui sementes para comunidades indígenas

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Em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) iniciou a distribuição de quase 18 toneladas de sementes de grãos para comunidades indígenas do Rio Grande do Sul. A iniciativa contempla quatro etnias no mapa gaúcho: charrua, mbyá-guarani, kaingang e xokleng.

O maior volume (17 toneladas) é de feijão-preto crioulo, tendo como público-alvo 3.169 famílias de 52 cidades. Além disso, serão entregues sementes de amendoim e feijão-miúdo para 16 aldeias, bem como kits de sementes de hortaliças e frutas para 3.988 famílias de 150 aldeias, distribuídas em 67 municípios.

Neste ano, cada família receberá um kit com cinco tipos de hortaliças e frutas (abóbora de pescoço, couve-manteiga, moranga, melão e melancia). O montante de recursos investidos pelo tesouro do Estado foi de R$ 383.889,50, mediante compra por processo licitatório, por meio do programa “Semeando nas Aldeias”.

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquícola, Indígenas e Quilombolas (DDAPA) da Seapdr, Maurício Neuhaus, ressalta: “O objetivo é viabilizar a capacidade, ampliação e/ou diversificação da produção visando à soberania alimentar e nutricional das aldeias indígenas no Rio Grande do Sul”.

Iniciada em outubro, a distribuição das sementes deve ser concluída no final deste mês. Na sexta-feira passada (4), foi a vez da aldeia mbyá-guarani Tekoá Ka’aguy Mirim, localizada no Extremo Sul de Porto Alegre, receber sementes crioulas de feijão-preto, de hortaliças, amendoim e feijão-miúdo, por meio do programa.

“As sementes chegaram em boa hora, pois está na época de plantar. Agradeço muito, vamos plantar na melhor lua estas sementes de feijão e amendoim. Todo ano a gente planta e colhe”, declarou o cacique Maurício Messa.

Para os mbyá-guarani, os alimentos ultrapassam as características de subsistência, e articulam-se com a cosmologia que expressa a cultura tradicional milenar e reforça os laços familiares por meio dos ritos e do compartilhamento de sementes e alimentos entre aldeias.

O trato com a terra e a plantação (ma’ety) representam aspectos materiais, simbólicos e sociais, como a prática do batismo das crianças e dos alimentos (nhemongaraí).

Além do diretor da Seapdr, participou da entrega das sementes na aldeia a coordenadora estadual de Assistência Técnica, Extensão Rural e Social da Emater, Mariana Soares. Ela destaca:

“Os escritórios municipais da Emater realizarão o acompanhamento junto às respectivas comunidades indígenas, através do planejamento de ações individuais ou coletivas, para instruções dos plantios, aproveitamento dos alimentos e práticas para seleção e armazenamento de sementes, visando à autonomia das famílias indígenas”.

Detalhamento

O fornecimento de sementes do projeto “Semeando nas Aldeias” integra a política pública de etnodesenvolvimento para povos e comunidades tradicionais da Secretaria, mediante contrato com a Emater para a prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) nas comunidades indígenas gaúchas.

O diretor do DDAPA explica que o levantamento da demanda de sementes foi feito pelos escritórios municipais da Emater que, conjuntamente com a Secretaria da Agricultura, vem executando a implementação de ações de fomento agrícola nestas comunidades.

Neste ano, além das sementes de feijão-preto e hortaliças, está sendo executado um projeto piloto com sementes crioulas de feijão-miúdo e amendoim em 16 aldeias das regiões central e leste do Estado.

(Marcello Campos)

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