Terça-feira, 18 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de agosto de 2026
Começou, oficialmente, a corrida dos presidenciáveis. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) fizeram atos públicos em diferentes regiões do País.
Entre as promessas e os pedidos de voto, um tema se sobressaiu: segurança pública.
Lula
Em busca de sua segunda reeleição, o presidente Lula escolheu a simbólica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), para começar a campanha. O local já foi palco de mobilizações sindicais históricas nas quais o político já esteve envolvido. No domingo (16), em seu discurso de abertura, Lula apresentou a segurança pública como uma das novas prioridades de sua campanha.
O presidente prometeu criar um Ministério da Segurança Pública. A nova pasta, segundo ele, teria a função de dividir responsabilidades entre União, estados e municípios no combate às organizações criminosas. Ele também afirmou que pretende ampliar o enfrentamento às facções e prender aqueles que se consideram “donos” de favelas e bairros pobres. Lula fez questão de se comparar com seu antecessor, afirmando que apreendeu R$ 35 bilhões do crime organizado enquanto o governo de Jair Bolsonaro apreendeu R$ 1 bilhão.
O petista também prometeu avançar na formação de crianças e jovens em um eventual quarto mandato e voltou a defender investimentos em educação e indústria. No primeiro ato, ainda fez acenos a mulheres e evangélicos e insistiu na necessidade de ampliar a bancada governista no Congresso. O discurso foi marcado, ainda, pela defesa da soberania nacional e pela apresentação de realizações de seus governos como argumento para a tentativa de reeleição.
Flávio
De cima de um trio elétrico em Copacabana, Flávio Bolsonaro centrou o discurso em segurança pública, combate ao crime e oposição ao governo Lula. O candidato do PL prometeu classificar organizações como PCC, Comando Vermelho e milícias como terroristas, além de defender o endurecimento das medidas contra criminosos.
A segurança foi apresentada como uma das principais marcas de sua candidatura, acompanhada de críticas ao governo federal. Flávio também reafirmou que vai atuar em prol da redução da maioridade penal e da castração química para condenados por estupro.
Na economia, o candidato do PL falou em um “tesouraço” nas contas públicas, com redução de impostos, burocracia e corrupção. Também prometeu estimular a geração de empregos e melhorar o ambiente para o setor produtivo. Na política externa, afirmou que pretende negociar com diferentes potências, citando Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina, em uma estratégia que apresentou como defesa dos interesses brasileiros.
Zema
Romeu Zema abriu sua campanha em Montes Claros, no Norte de Minas. Depois de assistir a uma missa, ele caminhou até o mercado municipal da cidade. Zema também colocou a segurança pública no centro de sua primeira agenda. O candidato do Novo prometeu construir um “superpresídio” para líderes de facções criminosas, além de defender o endurecimento do combate ao crime. “O problema do Brasil é que bandido fica solto”, afirmou.
Zema também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que acredita na união da direita no segundo turno. Em entrevista no primeiro dia de campanha, disse que “toda a direita vai estar unida no segundo turno”, sinalizando que pretende disputar espaço dentro do campo conservador ocupado principalmente por Flávio Bolsonaro.
Caiado
Ronaldo Caiado escolheu uma estratégia diferente para a largada: em vez de um único grande comício, percorreu cidades do Entorno do Distrito Federal em uma carreata que passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia. O movimento procurou apresentar ao eleitorado nacional a experiência de seu governo em Goiás, sobretudo na área de segurança pública.
A principal bandeira apresentada por Caiado na largada foi, portanto, a promessa de levar para o país o modelo de combate ao crime que ele atribui à sua gestão em Goiás. O candidato busca se diferenciar tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, apresentando-se como uma alternativa de direita com experiência administrativa e foco no enfrentamento às organizações criminosas.
Renan
Renan Santos iniciou sua campanha no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, em um ato marcado por um discurso duro sobre segurança pública. O candidato do Missão apareceu usando um colete à prova de balas e teve como principal palavra de ordem a expressão “prendeu, matou”, associada à proposta de prender criminosos que se rendam e promover confronto quando houver resistência armada.
Renan afirmou que pretende transformar o combate às facções em uma das prioridades de seu governo e citou PCC e Comando Vermelho ao defender uma política de enfrentamento radical ao crime organizado. Também disse querer transformar o Brasil em uma das nações mais potentes do mundo e prometeu um governo “duro, rígido e firme” diante de adversários internos e externos. (Com informações do jornal O Globo)