Segunda-feira, 16 de Maio de 2022

Home Cláudio Humberto Sem autotestes, laboratórios faturam muito alto

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Chama atenção na Praça dos Três Poderes a resistência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar os autotestes para covid, largamente utilizados no mundo. Inofensivos como os autotestes de gravidez, custariam a partir de R$40 nas farmácias, segundo estimativa da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial. Mas reduziriam a clientela até agora cativa dos laboratórios. Teste de covid em Brasília custa até R$600 nos laboratórios particulares.

Matemática simples

Já foram realizados no Brasil, até agora, quase 65 milhões de testes para diagnosticar covid. A R$200 cada, movimentariam R$13 bilhões.

Bilhões de vontades

Como o valor médio de testes pode chegar a R$400, é um negócio, até agora, que já faturou R$26 bilhões. Números que afetam vontades.

Pressão errada

A enrolação da Anvisa com os autotestes também agrava o problema da insuficiência de testes nas unidades públicas de saúde.

Não ajuda ninguém

No DF, farmácias parceiras fazem agendamento para testar pessoas, com prazo de 7 a 10 dias. Até lá, o suspeito já ficou curado. Ou não.

Ex-deputado acusado sem provas é inocentado

O próprio Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento de investigação que atormentava Inaldo Leitão, ex-deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do governo da Paraíba. Ele foi acusado de haver recebido R$100 mil da Odebrecht para campanha eleitoral. Era tudo lorota do delator, um lobista da empreiteira: não houve campanha, nem ele não foi candidato, tampouco havia obra Odebrecht no Estado. Mas a acusação levou 4 demorados anos para ser reconhecida como falsa.

Localização falsa

A investigação não conseguiu nem mesmo colocar Inaldo Leitão nos locais indicados na delação, como verificou a perícia da Policia Federal.

Pernas longas

“Só lamento que a PF e o MPF tenham levado mais de quatro anos para concluir que a mentira era uma mentira”, afirmou o ex-deputado.

E o vento levou

A mentira, finalmente comprovada, com certeza não receberá o mesmo tratamento da acusação, na época, ocupando manchetes e telejornais.

Baita desempenho

O Ministério da Saúde já contabiliza 370,1 milhões de doses de vacinas contra covid distribuídas aos estados. Até agora, foram disponibilizadas no Brasil 382,5 milhões das quase 600 milhões de doses adquiridas.

Leite se afirma

Bolsonaro elogia Ricardo Salles sempre que pode, mas anda feliz com o desempenho de Joaquim Leite, seu substituto no Ministério do Meio Ambiente. Pacificou a área, retirou-a do noticiário negativo.

Certo pelo duvidoso

A cada dia que passa aposta-se cada vez menos na candidatura de Geraldo Alckmin a vice de Lula, este ano. Rejeitado pelos petistas, o ex-tucano já reavalia tentar o retorno ao Palácio Bandeirantes.

Parceria profícua

O partido Rede, de um só deputado federal, emplacou mais uma vitória no Supremo Tribunal Federal. Desta vez, para anular uma nota técnica de um sub do sub do Ministério da Saúde.

Pfizer nº1

O imunizante Pfizer/BioNTech é a vacina mais aplicada no Brasil desde o início da vacinação: 129,6 milhões de doses, 38,1% do total. Foram 117,7 milhões da AstraZeneca e 86,6 milhões de Butantan/Sinovac.

Antes nunca

O anúncio do petista Lula de que Dilma não fará parte do seu eventual governo – porque ela “erra na política” – poderia ter ocorrido em 2010, antes de o ex-presidiário fazer dela uma presidente de triste memória.

Novo mundo

O Modelo 3, carro elétrico da norte-americana Tesla, do bilionário Elon Musk, tornou-se o automóvel 0km mais emplacado do mês na Europa, em dezembro do ano passado. É a terceira vez que lidera a lista.

Remontada brasileira

O movimento dos aeroportos deve aumentar 42,2% em 2022, segundo projeção da Belo Investment Research, mas ficará aquém de 2019, antes da pandemia. Recuperação plena, só em 2023.

Pensando bem…

…a torcida fúnebre da covid está frustrada com a baixa letalidade da ômicron.

PODER SEM PUDOR
Doador solícito

Juarez Távora era candidato a presidente e foi a São Luís (MA) com o governador de São Paulo, Jânio Quadros, que o apoiava. Momentos antes, Ademar de Barros, adversário de Jânio, deixava o mesmo hotel que receberia a dupla, quando o abordaram pedindo dinheiro para “entidades beneficentes”. Solícito, Ademar prometeu uma doação generosa, mas o pedido deveria ser feito à “pessoa certa”, prestes a chegar, “o dr. Jânio Quadros”. Os pedintes ficaram animados e Ademar deu mais uma dica: “Se ele não quiser dar, insistam. O homem é um tremendo pão-duro.” E foi embora, feliz com a pegadinha que criou.

(Com colaboração de André Brito e Tiago Vasconcelos)

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