Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

Home em foco Sigilos de Jair e Michelle Bolsonaro podem ser quebrados sem autorização do Supremo

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Parlamentares da base do governo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro se articulam para, na próxima semana, aprovar um requerimento que permita a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro.

Apresentado em julho, o pedido ganhou força esta semana com a Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal, que investiga um esquema de venda de joias e outros objetos de valor, como esculturas, recebidos pelo casal em viagens oficiais. Nesta sexta-feira (11), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de aliados do ex-presidente, envolvidos na comercialização dessas peças.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia sido demandado pela PF, que pediu a quebra dos sigilos do casal Bolsonaro. Caso a CPMI aprove o requerimento na sessão da próxima terça-feira (15), o pedido é encaminhado diretamente ao Banco Central, sem que seja necessária a autorização dos ministros da Corte.

Possível prisão

Preocupados, auxiliares mais próximos do ex-presidente já trabalham com a hipótese da sua prisão a qualquer momento.

Aliados de Bolsonaro consideram que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou ações de busca e apreensão contra os aliados mais próximos do ex-presidente da República seja parte do caminho que o levará para trás das grades.

De acordo com o jornal O Globo, um interlocutor de Bolsonaro disse que “a decisão [de Alexandre de Moraes] menciona Bolsonaro do começo ao fim. É o prenúncio de uma decisão mais drástica no futuro”.

Mas a decisão mais drástica e com maior impacto em todo esse contexto seria o pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário de Bolsonaro feito pela Polícia Federal. Alexandre de Moraes deve decidir na próxima semana sobre a quebra dos sigilos.

O cenário é de grande tensão. Há até mesmo assessores que nem discutem mais de Bolsonaro será preso ou não, mas sim quando isso ocorrerá. Segundo o ministro Moraes, o avião presidencial foi utilizado para retirar pelo menos quatro conjuntos de joias recebidos em viagens internacionais.

Militares

Com a operação Lucas 12:2, a PF chegou pela primeira vez a um ex-integrante do Alto Comando do Exército (ACE). O nome da ação é referência ao versículo bíblico que diz que “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.

Integrante do ACE, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid é pai do ajudante de ordem do ex-presidente, Mauro Cid. A residência de Lourena Cida foi alvo de busca e apreensão na manhã de sexta-feira (11) pela PF.

O general Lourena Cid, paraquedista, fez parte da mesma turma de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1977 (Turma 31 de março). É o único oficial da Artilharia do Exército da Turma AMAN 1977 que chegou à 4ª estrela e ao ACE.

Mensagens obtidas pela PF e demais provas confirmam a participação de outros auxiliares do ex-presidente nas negociações de venda e recompra de joias. São eles Mauro Cid, Oscar Crivelatti e Frederick Wassef. Os valores obtidos nessas negociações, segundo relatório da PF, foram convertidos em dinheiro vivo e tiveram como destino final o patrimônio pessoal dos investigados.

No áudio obtido com a quebra de sigilo telefônico de Mauro Cid é possível saber que o militar sugere que seu pai, o general Lourena Cid, estava com US$ 25 mil em espécie que pertenceriam a Bolsonaro.

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