Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Home Saúde Tom Brady, Serena Williams e Simone Biles: ídolos integram movimento que impulsiona uso das canetas emagrecedoras nos Estados Unidos

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A adesão de atletas de alto rendimento à promoção de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, vem crescendo nos Estados Unidos e impulsionando a visibilidade desses tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2. O caso mais recente envolve o ex-quarterback da NFL Tom Brady, nomeado diretor de bem-estar da plataforma de saúde digital eMed.

Brady se soma a outros nomes de destaque do esporte que passaram a se associar publicamente a medicamentos ou plataformas ligadas ao uso de GLP-1. A ex-tenista Serena Williams firmou parceria com a empresa de telemedicina Ro, enquanto a ginasta olímpica Simone Biles fechou acordo com a farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, após sua mãe iniciar tratamento para diabetes tipo 2.

Segundo dados do setor de saúde, o número de americanos que utilizam medicamentos como Ozempic, Wegovy e Zepbound mais que dobrou desde o início de 2024. A exposição promovida por atletas com grande alcance midiático tem sido apontada como um dos fatores que aceleram essa expansão.

Especialistas afirmam que a presença de ídolos do esporte pode contribuir para a desestigmatização do tratamento da obesidade como uma condição médica, e não apenas comportamental. Para a médica Shiara Ortiz-Pujols, diretora de medicina da obesidade no Hospital Universitário de Staten Island, o apoio de celebridades ajuda a normalizar o debate público.

“Isso muda a percepção de que o uso desses medicamentos é uma falha individual, deslocando a discussão para o campo médico”, afirmou, segundo o jornal americano New York Post.

Por outro lado, profissionais de saúde alertam para possíveis interpretações equivocadas. A associação de atletas de alto desempenho a esses medicamentos pode gerar a falsa impressão de benefício esportivo ou de soluções rápidas para perda de peso, o que não corresponde às indicações clínicas dos GLP-1.

Remoção de alerta

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, pediu que as fabricantes de injeções para perda de peso retirem de suas bulas informações sobre o risco de ideação e comportamento suicida. A solicitação engloba o Saxenda e o Wegovy, da Novo Nordisk, e o Zepbound, da Eli Lilly, que é o nome usado pelo Mounjaro com finalidade para tratar obesidade nos EUA.

“Essa ação ocorre após uma revisão abrangente da FDA que não encontrou aumento do risco associado ao uso de medicamentos GLP-1 RA (classe dos fármacos)”, diz a agência em nota.

Os alertas foram incluídos no momento das aprovações originais dos remédios no país como uma medida preventiva por se tratarem de fármacos destinados à perda de peso. Segundo a FDA, essa prática era uma espécie de “padrão” e se baseava “em relatos desses eventos observados com diversos medicamentos mais antigos usados ou estudados para emagrecimento”.

As bulas das mesmas substâncias destinadas ao diabetes tipo 2, por exemplo, caso do Victoza, do Ozempic e do Mounjaro, não carregam esses alertas no mercado americano. Agora, com o pedido de retirada dos alertas nas versões para tratar obesidade, haverá “uma comunicação consistente em toda a rotulagem de todos os medicamentos GLP-1 RA aprovados pela FDA”, afirma a agência. (As informações são do jornal O Globo)

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Brady se soma a outros nomes de destaque do esporte que passaram a se associar publicamente a medicamentos ou plataformas ligadas ao uso de GLP-1. A ex-tenista Serena Williams firmou parceria com a empresa de telemedicina Ro, enquanto a ginasta olímpica Simone Biles fechou acordo com a farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, após sua mãe iniciar tratamento para diabetes tipo 2.

Segundo dados do setor de saúde, o número de americanos que utilizam medicamentos como Ozempic, Wegovy e Zepbound mais que dobrou desde o início de 2024. A exposição promovida por atletas com grande alcance midiático tem sido apontada como um dos fatores que aceleram essa expansão.

Especialistas afirmam que a presença de ídolos do esporte pode contribuir para a desestigmatização do tratamento da obesidade como uma condição médica, e não apenas comportamental. Para a médica Shiara Ortiz-Pujols, diretora de medicina da obesidade no Hospital Universitário de Staten Island, o apoio de celebridades ajuda a normalizar o debate público.

“Isso muda a percepção de que o uso desses medicamentos é uma falha individual, deslocando a discussão para o campo médico”, afirmou, segundo o jornal americano New York Post.

Por outro lado, profissionais de saúde alertam para possíveis interpretações equivocadas. A associação de atletas de alto desempenho a esses medicamentos pode gerar a falsa impressão de benefício esportivo ou de soluções rápidas para perda de peso, o que não corresponde às indicações clínicas dos GLP-1.

Remoção de alerta

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, pediu que as fabricantes de injeções para perda de peso retirem de suas bulas informações sobre o risco de ideação e comportamento suicida. A solicitação engloba o Saxenda e o Wegovy, da Novo Nordisk, e o Zepbound, da Eli Lilly, que é o nome usado pelo Mounjaro com finalidade para tratar obesidade nos EUA.

“Essa ação ocorre após uma revisão abrangente da FDA que não encontrou aumento do risco associado ao uso de medicamentos GLP-1 RA (classe dos fármacos)”, diz a agência em nota.

Os alertas foram incluídos no momento das aprovações originais dos remédios no país como uma medida preventiva por se tratarem de fármacos destinados à perda de peso. Segundo a FDA, essa prática era uma espécie de “padrão” e se baseava “em relatos desses eventos observados com diversos medicamentos mais antigos usados ou estudados para emagrecimento”.

As bulas das mesmas substâncias destinadas ao diabetes tipo 2, por exemplo, caso do Victoza, do Ozempic e do Mounjaro, não carregam esses alertas no mercado americano. Agora, com o pedido de retirada dos alertas nas versões para tratar obesidade, haverá “uma comunicação consistente em toda a rotulagem de todos os medicamentos GLP-1 RA aprovados pela FDA”, afirma a agência. (As informações são do jornal O Globo)

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