Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de setembro de 2026
Os aplicativos de transporte particular de passageiros concentram o maior contingente de trabalhadores de plataformas. Essa categoria empregava cerca de 1,155 milhão de pessoas, equivalente a 58,9% do total de trabalhadores em aplicativos de serviços no país em 2025.
A maioria atuava em plataformas de transporte particular de passageiros, sem considerar os de táxi, totalizando 1,056 milhão de profissionais (53,9%). Os aplicativos específicos de táxi empregavam uma minoria de 232 mil pessoas (11,8%).
A segunda categoria mais representativa foi a dos aplicativos de entrega de comida e produtos, utilizada por 585 mil pessoas, o que equivale a 29,9% dos trabalhadores plataformizados no país. A soma das participações das plataformas de transporte e de entregas atinge 88,8%.
Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte dos entregadores é formada por motociclistas, embora também haja motociclistas atuando em aplicativos de transporte de passageiros, como os mototáxis.
Esse contingente faz parte de um universo de cerca de 2 milhões de pessoas que trabalhavam em plataformas digitais de serviços no Brasil, em 2025, o equivalente a 1,9% de toda a população ocupada no período.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Trabalho por meio de plataformas digitais 2025, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE.
A pesquisa investigou o perfil socioeconômico, a renda e a jornada de trabalhadores em aplicativos de transporte particular de passageiros, aplicativos de entrega de comida e produtos e aplicativos de serviços gerais ou profissionais.
No segmento de entrega, 376 mil pessoas exerciam diretamente a ocupação de entregador (19,2%), ao passo que as demais utilizavam as plataformas para captar clientes para os seus próprios negócios de comércio ou serviços de alimentação.
Já as plataformas voltadas para a prestação de serviços gerais ou profissionais registravam a menor adesão, sendo apontadas por apenas 313 mil trabalhadores, ou 16% do contingente total.