Segunda-feira, 27 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de abril de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou os primeiros momentos após o ataque a tiros que sofreu no sábado (25), e declarou que não percebeu imediatamente que se tratava de um ataque contra ele.
Em entrevista à emissora americana CBS News, Trump falou que sua equipe de segurança agiu imediatamente e pediu que ele a primeira-dama, Melania, se abaixassem para se protegerem. No entanto, o presidente disse que não se abaixou imediatamente.
“Eu queria ver o que estava acontecendo e não estava facilitando para [o agente]. Naquele momento, percebemos que talvez [a comoção] fosse por algo ruim, diferente do que seria o barulho normal de um salão que ouvimos o tempo todo”, declarou o presidente americano.
Trump disse que pediu repetidamente que os agentes esperassem para que ele pudesse ver do que se tratava, o que pode ter feito com que sua remoção do salão fosse mais lenta.
O americano também comentou sobre o momento em que ele se abaixa durante sua saída. “Eu comecei a andar e eles falavam: ‘Por favor, se abaixe’. Então eu e a primeira dama nos abaixamos no chão.”
A afirmação foi feita à jornalista Norah O’Donnell, da CBS News.
Mais entrevistas
Em entrevista à Fox News, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação considerado difícil de proteger.
Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança.
O suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados.
Mais cedo, especialistas ouvidos pela imprensa internacional avaliaram que a resposta seguiu o protocolo esperado, com foco em impedir a aproximação e retirar autoridades do risco imediato.
Manifesto
Na entrevista, Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de dificuldades anteriores.
Trump citou ainda um manifesto atribuído ao suspeito. “Quando você lê o manifesto dele, percebe que ele odeia os cristãos”, disse Trump no programa Sunday Briefing’ da Fox News, segundo a Reuters.
O manifesto foi enviado aos familiares de Allen pouco antes do ataque, disse um agente da lei à Reuters. O suspeito se autodenominava “Assassino Federal Amigável”, afirmou o agente.
“Oferecer a outra face quando *alguém* é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor”, dizia o manifesto, de acordo com o funcionário.
Os alvos listados no manifesto incluíam funcionários do governo – embora não o diretor do FBI, Kash Patel – priorizados do nível mais alto para o mais baixo, disse a fonte.
O manifesto também zombava da falta de segurança “insana” no Washington Hilton, onde o jantar foi realizado, acrescentou o funcionário. (Com informações do g1)