Domingo, 28 de Novembro de 2021

Home em foco Trump é interrogado sob juramento em processo por suposta agressão de seguranças na Trump Tower

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump depôs sob juramento, nesta segunda-feira (18), como parte de um processo civil movido por manifestantes que alegam que foram agredidos por seguranças dele em Nova York em 2015, afirmou um advogado dos manifestantes em entrevista coletiva.

Trump participou de um depoimento gravado em vídeo nesta segunda na Trump Tower, em Manhattan, segundo Benjamin Dictor, um advogado que buscou o depoimento de Trump na longa disputa.

“O presidente foi exatamente da maneira que você esperaria que ele fosse, respondeu às perguntas da maneira que você espera que o sr. Trump responda a perguntas, e se portou da maneira que você esperaria que o sr. Trump se portaria”, disse Dictor, de acordo com a rede CNN.

A ministra Doris Gonzalez, da Suprema Corte de Nova York, ordenou na semana passada que Trump fizesse o depoimento gravado. No Estado de Nova York, um tribunal de julgamentos é chamado de Suprema Corte.

Um grupo de manifestantes moveu o processo em 2015, alegando que seguranças de Trump os atacaram enquanto eles protestavam do lado de fora da Trump Tower no mês de setembro daquele ano, depois de um comentário do então candidato presidencial de que os imigrantes mexicanos eram criminosos e estupradores.

“Eles estão trazendo drogas, trazendo crime, são estupradores”, disse Trump durante um discurso no dia 16 de junho daquele ano, ao anunciar sua candidatura.

Histórico

Donald Trump é uma figura polêmica. Na eleição de 2016, Trump foi eleito pelo Partido Republicano ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton no número de delegados do colégio eleitoral; no entanto, perdeu por mais de 2,8 milhões de votos, a maior derrota nas urnas de um presidente eleito na história do país. Ele foi empossado para o cargo em 20 de janeiro de 2017 e, aos 70 anos de idade, foi a pessoa mais velha a assumir a presidência até então.

Durante sua carreira, Trump construiu empreendimentos com sua marca em todo o mundo. Também foi dono do concurso de beleza Miss USA entre 1996 e 2015, fez breves aparições em filmes e séries de televisão e apresentou e coproduziu o reality show The Apprentice. Em 2016, a revista Forbes o listou como a 324.ª pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de 4,5 bilhões de dólares.

A campanha de Trump para a presidência dos EUA recebeu cobertura midiática e atenção internacional sem precedentes. Muitas de suas declarações em entrevistas e no Twitter durante a campanha foram controversas. Várias manifestações durante as primárias republicanas foram acompanhadas por protestos.

Suas posições políticas foram descritas como populistas, protecionistas, isolacionistas e nacionalistas. O pleito também foi marcado por evidências de uma interferência russa a favor da campanha de Trump, mas a investigação subsequente do Departamento de Justiça, encabeçada por Robert Mueller, não provou relação direta com o então presidente eleito.

Durante sua presidência, Trump assinou uma ordem executiva que proibia a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. Em questões internas, assinou maciços cortes de impostos, revogou provisões que haviam sido criadas por conta da crise econômica de 2007-08, tentou desfazer o Obamacare e também fez várias revisões de normas ambientais para permitir a expansão da exploração de combustíveis fósseis.

Na política externa, o ex-presidente buscou avançar sua agenda da America First, retirando os Estados Unidos das negociações do acordo da Parceria Transpacífica e do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, além de ter feito o país sair do acordo nuclear com o Irã. Ele também impôs tarifas sobre diversos produtos importados que, entre diversas consequências, levou a uma guerra comercial com a China.

Em 2019, uma nova investigação começou por denúncias de que Trump teria solicitado ao governo ucraniano para investigar a família do democrata Joe Biden. Como resultado, em dezembro, ele se tornou o terceiro presidente a sofrer um impeachment na Câmara dos Representantes, mas foi absolvido pelo Senado em fevereiro de 2020.

Trump ainda reagiu de forma lenta à pandemia de covid, minimizou a ameaça do vírus, ignorou recomendações de especialistas e promoveu informações falsas. Ele perdeu a eleição presidencial de 2020 para Joe Biden, mas se recusou a conceder a derrota. Após o resultado, fez acusações infundadas de fraude eleitoral, moveu processos judiciais e ordenou que oficiais do seu governo não cooperassem com a transição presidencial.

Em janeiro deste ano, uma semana antes de deixar o cargo, Trump sofreu um segundo processo de impeachment pela Câmara dos Representantes, quando foi acusado de incitar a invasão do Capitólio por seus apoiadores. Assim ele se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a sofrer dois processos de impeachment (embora, mais uma vez, o Senado viesse a inocenta-lo). Trump deixou a Casa Branca em 2021 como um dos presidentes mais impopulares da história dos Estados Unidos.

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