Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026

Home Mundo Trump vincula guerra do Irã a resposta ao terrorismo do 11 de Setembro em cerimônia no Pentágono: “Jamais esqueceremos”

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Ausente da cerimônia em homenagem às vítimas do 11 de Setembro em Nova York, onde caíram as Torres Gêmeas do World Trade Center há 25 anos, o presidente dos EUA, Donald Trump, vinculou a atual guerra travada contra o Irã no Oriente Médio à continuidade da resposta ao terrorismo após o atentado terrorista lançado pela Al-Qaeda.

A declaração ocorreu durante um discurso no Pentágono, alvo de uma das quatro aeronaves tomadas pelos terroristas em 2001, que também realizou um ato memorial às vítimas.

“Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos em nome deles [vítimas do 11 de Setembro] há um quarto de século. Nunca, jamais esqueceremos. É por isso que lutamos hoje”, afirmou Trump perante as autoridades e militares reunidos no Pentágono. “Não temos escolha. Só pode haver a vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer”.

Tradicionalmente, os presidentes americanos marcam o 11 de Setembro com visitas a Nova York — onde o atentado coordenado fez a maior parte de suas quase 3 mil vítimas —, ao Pentágono e a uma área na Pensilvânia onde um voo caiu em um descampado, após os passageiros reagirem.

Uma fonte citada pelo New York Times afirmou que Trump decidiu não comparecer ao memorial onde ficavam as Torres Gêmeas porque não haveria espaço para pronunciamentos. O presidente rejeitou a informação, apontando que não compareceria para priorizar a ida ao Pentágono. O vice-presidente JD Vance foi à homenagem em Nova York, representando a atual administração.

A guerra contra o Irã afetou profundamente a popularidade de Trump, que chega com a menor taxa de aprovação entre os últimos presidentes americanos em um ano de eleições de meio de mandato, com apenas 33% entre eleitores registrados, segundo o último levantamento da Focal Data/Financial Times.

Setores isolacionistas do movimento “Façam os EUA grande de novo”, liderado pelo presidente, criticam a intervenção no Oriente Médio — uma das propostas de campanha de Trump era se afastar das chamadas “guerras eternas” que marcaram as duas últimas décadas e meia —, que muitos alegam ter sido estimulada por Israel. O conflito também é impopular pela alta provocada no preço do combustível.

Em contrapartida, Trump e seus aliados mais próximos incluem os atentados de 11 de Setembro em uma disputa mais abrangente, de conotação religiosa e civilizacional. Ao contrário de George W. Bush, que visitou uma mesquita logo após o atentado, direcionando a guerra ao terrorismo da Al-Qaeda — o que posteriormente seria ampliado a outros grupos—, o atual presidente avançou diretamente contra a religião islâmica e países de maioria muçulmana, chegando a defender “uma proibição total e completa da entrada de muçulmanos”.

O republicano também expandiu o conceito de terrorismo para tachar grupos criminosos ligados ao tráfico internacional de drogas e grupos de esquerda do próprio país.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deixou clara a visão compartilhada com Trump em sua participação na cerimônia realizada no Pentágono nesta sexta, ao afirmar que a “batalha contra o jihadismo” iniciada após os atentados continua na luta contra o Irã.

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