Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de abril de 2026
A União Europeia e os Estados Unidos assinaram nesta sexta-feira, 24, um acordo para coordenar o fornecimento de minerais essenciais em setores-chave, incluindo o de defesa, num momento em que o domínio da China se torna uma preocupação crescente para ambos.
Este pacto representa um reconhecimento incomum, por parte do governo do presidente Donald Trump, do papel da UE, um bloco que ele frequentemente critica.
Pequim restringiu as exportações de minerais críticos necessários para a fabricação de produtos como semicondutores, baterias para veículos elétricos e sistemas de armamento.
“A concentração excessiva desses recursos, o fato de serem dominados por um ou dois locais, constitui um risco inaceitável”, declarou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao assinar um memorando de entendimento com o chefe de comércio da UE, Maros Sefcovic.
“A parceria entre os Estados Unidos e a União Europeia é extraordinária. Juntos, somos os maiores clientes e usuários” desses minerais críticos, afirmou. “Devemos garantir que esses suprimentos e minerais estejam disponíveis para o nosso futuro, e que o estejam de uma forma que não resulte em monopólio nem em concentração excessiva em um único local”, destacou o chefe da diplomacia americana.
Um plano de ação estabelece que a UE e os Estados Unidos explorarão a possibilidade de fixar preços mínimos para minerais críticos, impedindo, na prática, que a China ou outras potências inundem o mercado com exportações de baixo custo.
Além disso, estudarão a coordenação de possíveis subsídios e reservas estratégicas de minerais críticos; harmonizarão padrões conjuntos para facilitar o comércio em todo o mundo ocidental e investirão conjuntamente em pesquisa.
O governo Trump já havia proposto anteriormente a criação de uma zona comercial preferencial entre países aliados no que diz respeito aos minerais críticos.
Washington também apresentou planos de ação sobre minerais críticos em conjunto com o México e o Japão, além de estabelecer um quadro de abastecimento em colaboração com a Austrália e outros parceiros.