Sábado, 21 de Maio de 2022

Home Mundo Ursos polares se apoderam de estação científica abandonada na Rússia

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Uma estação meteorológica abandonada na fria ilha russa de Koliutchin, em meio ao Mar de Chukotki, tornou-se uma mistura de lar e parque de diversões para um grupo de ursos polares bastante ativos e curiosos. Fotos impressionantes da vida selvagem foram publicadas pelo fotógrafo russo Dmítri Kokh.

A imagem de um dos animais em uma janela, intitulada “Temporada de Dátcha”, ganhou recentemente o título de melhor imagem da vida selvagem em ambiente antropogênico, em um concurso organizado pela revista “National Geographic”.

A ilha Koliutchin está localizada na região Nordeste do país, em região conhecida como Chukotka. O assentamento humano mais próximo fica a pouco mais de 14 quilômetros por via marítima e o mar ao redor dessa formação costuma ficar coberto de gelo durante nove meses a cada ano.

Não há atualmente vilarejos residenciais em Koliutchin, embora os arqueólogos tenham descoberto que esses lugares eram habitados 1.500 anos atrás.

História

Em 1934, cientistas soviéticos construíram nesta área uma estação polar da Rota do Mar do Norte. A base funcionou até 1992, e a ilha foi então abandonada. Agora, a unidade abandonada e as casas de madeira dos exploradores polares são as principais atrações do local.

Após o encerramento da estação, animais e pássaros recuperaram seu habitat natural. Às vezes recebem a visita de cientistas ou pesquisadores, bem como turistas ocasionais. Além de ursos polares, morsas e uma variedade de espécies de aves do Ártico também vivem na região. “As pessoas vêm e vão, mas as feras sempre vão morar aqui”, comentam os visitantes nas redes sociais.

Animal

Também conhecido como urso-branco, o urso-polar (Ursus maritimus)é uma espécie de mamífero carnívoro da família Ursidae encontrada no círculo polar Ártico. Traa-se do maior carnívoro terrestre conhecido e também o maior urso, juntamente com o urso-de-kodiak, que tem aproximadamente o mesmo tamanho.

Embora esteja relacionado com o urso-pardo, a espécie evoluiu para ocupar um estreito nicho ecológico, com muitas características morfológicas adaptadas para as baixas temperaturas, para se mover sobre neve, gelo e na água, e para caçar focas, que compreende a maior porção de sua dieta.

A espécie está classificada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), com oito das dezenove subpopulações em declínio.

Dentre as ameaças que atingem o urso estão o desenvolvimento da região com a exploração de petróleo e gás natural, contaminação por poluentes, caça predatória e efeitos da mudança climática no habitat. Por centenas de anos, o urso-polar tem sido uma figura chave na vida cultural, espiritual e material dos povos indígenas do Ártico, aparecendo em muitas lendas e contos desses povos.

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