Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home Mundo FMI avisa que países emergentes precisam se preparar para aperto monetário com as altas de juros nos Estados Unidos

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As economias emergentes precisam se preparar para as altas de juros nos Estados Unidos, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI), ressaltando que movimentos mais rápidos do que o esperado pelo Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) podem afetar os mercados financeiros e provocar saídas de capital e depreciação cambial no exterior.

Em mensagem divulgada nesta segunda-feira (10), a direção do Fundo disse esperar que o crescimento robusto nos Estados Unidos continuará, com a inflação provavelmente se moderando mais tarde no ano. O credor global vai divulgar novas projeções econômicas mundiais em 25 de janeiro.

O FMI acrescentou que um aperto gradual e bem telegrafado da política monetária nos EUA deve ter pouco impacto sobre os mercados emergentes, com a demanda externa compensando o impacto do aumento dos custos de financiamento.

Mas uma inflação de salários na economia norte-americana ou gargalos sustentados de oferta podem impulsionar os preços mais do que o esperado e alimentar expectativas de inflação mais rápida, provocando altas mais aceleradas dos juros pelo FED.

“As economias emergentes deveriam se preparar para potenciais períodos de turbulência econômica”, alerta o FMI, citando os riscos apresentados por altas de juros mais rápidas que o esperado pelo Fed e o ressurgimento da pandemia.

Na ata da sua última reunião de política monetária, o Fed revelou discussões de autoridades da instituição no sentido de subir os juros em um ritmo mais rápido do que o previsto.

Março vem aí

Presidente do FED de St. Louis, James Bullard afirmou recentemente que o Fed pode elevar os juros já em março, meses antes do esperado anteriormente, e que está agora em uma “boa posição” para adotar passos ainda mais agressivos contra a inflação, conforme necessário.

O potencial enxugamento de liquidez pelo BC norte-americano representa um desafio adicional para a classe de ativos emergentes (da qual faz parte o real), que costuma sofrer em situações assim devido ao risco de fuga de capital para os Estados Unidos, onde a rentabilidade dos títulos ficaria maior com a alta de juros, pano de fundo de daria suporte ao dólar.

Conforme a cúpula do órgão, mercados emergentes com pressões inflacionárias mais fortes ou instituições mais fracas devem agir rapidamente para deixar as moedas se depreciarem e elevar os juros.

Diretores do Fundo pedem aos bancos centrais que comuniquem clara e consistentemente seus planos para apertar a política monetária, e disse que os países com níveis altos de dívida denominada em moedas estrangeiras devem buscar proteger suas exposições onde possível.

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