Quarta-feira, 29 de Junho de 2022

Home em foco Vacinação dispara em Québec, no Canadá, após exigência para comprar bebidas alcoólicas e maconha

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O número de pessoas que se inscreveram para receber a primeira dose de uma vacina contra a covid-19 aumentou mais de 300% em apenas um dia em Québec, segundo o ministro da Saúde da província canadense, Christian Dubé. O crescimento ocorreu após o anúncio de restrições na venda de álcool e maconha — que é legalizada para fins recreativos no país desde 2018 — a não vacinados. Québec é a segunda província mais populosa do Canadá.

Dubé afirmou que o número de agendamentos diários subiu de 1,5 mil para mais de 6 mil e agradeceu àqueles que finalmente decidiram dar o primeiro passo para a imunização.

A mensagem foi publicada um dia após ele dizer que um passaporte sanitário, comprovando a vacinação, passaria a ser exigido de todos aqueles que desejarem entrar em lojas associadas à Sociedade de Álcool de Québec (SAQ) e à Sociedade de Cannabis de Québec (SQDC, em francês), órgãos que regulamentam estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas e maconha na província.

A exigência entra em vigor na próxima terça-feira (18) e será ampliada para outros estabelecimentos não essenciais, que devem ser anunciados nos próximos dias.

Imposto para não vacinados

A província canadense de Québec, paralisada pela propagação da variante ômicron, quer criar nas próximas semanas um novo imposto sanitário para quem não está vacinado contra a covid-19. Contudo, o premier Justin Trudeau disse que precisa de mais detalhes para definir se apoia — ou não — a ideia.

“Estamos trabalhando em uma contribuição de saúde para todos os adultos que se recusam a ser vacinados, pois eles representam um fardo financeiro para todos os quebequenses”, disse o primeiro-ministro de Québec, François Legault.

Para ele, os 10% dos habitantes da província que ainda não receberam uma dose do imunizante não devem “prejudicar” os 90% que já se vacinaram.

“Não cabe a todos os quebequenses pagar por isso”, afirmou durante uma coletiva de imprensa, e especificou que o governo da província quer que o imposto represente uma “quantidade significativa”. “Sinto certo descontentamento com a minoria não vacinada que, considerando tudo, obstrui nossos hospitais.”

O primeiro-ministro de Québec explicou que esses 10% de adultos não vacinados representam 50% das pessoas em unidades de terapia intensiva, situação que descreveu como “chocante”.

Em uma tentativa de conter a nova onda, Quebec anunciou em 30 de dezembro o retorno de algumas restrições, incluindo um toque de recolher às 22h e a proibição de reuniões privadas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 83,59% dos canadenses aptos receberam ao menos uma dose dos imunizantes disponíveis, enquanto 77,35% foram imunizados com duas doses ou com a vacina de dose única. A dose de reforço foi aplicada em 27% da população.

Mas ao analisar os números relativos à vacinação de crianças, Trudeau se mostrou preocupado: até o momento, 45,6% das crianças entre 5 e 12 anos receberam a primeira dose, e apenas 2% completaram o ciclo.

“Quase metade das crianças no país tomaram a vacina, precisamos de mais, então, por favor, peça aos seus pais para ser vacinado”, disse o premier nesta quarta (12).

Desde meados de dezembro, o país registra uma forte alta no número de infecções, resultado do alastramento da variante ômicron: a média móvel de casos está em torno de 39 mil por dia, bem acima dos três mil no final de novembro. A média de mortes, perto das 70 diárias, também teve aumento, mas está distante dos picos registrados em maio de 2020 e janeiro de 2021.

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