Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026

Home Economia Veja o que aconteceu com países que retaliaram os Estados Unidos

Compartilhe esta notícia:

O Itamaraty enviou uma notificação aos Estados Unidos para informar que o Brasil deu início ao processo de reciprocidade por conta das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.

Segundo apurou a CNN, a notificação foi enviada aos departamentos de Estado e de Comércio e ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos).

No começo de junho deste ano, o USTR propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.

Na sexta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o início do processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos. Ele repetiu que não quer “briga” com os Estados Unidos e disse que está buscando diálogo com o governo norte-americano.

Desde o início de fevereiro de 2025, os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas contra diversos parceiros comerciais.

Na primeira rodada, o presidente Donald Trump anunciou que a partir do dia 1° daquele mês produtos importados da China, México a Canadá seriam taxados em 10%, 25% e 25%, respectivamente.

Outras dezenas de países acabaram entrando na lista de Trump, que incluía desde parceiros de séculos, como o Reino Unido, até concorrentes diretos pela hegemonia global, a exemplo da China.

Apesar das ameaças de Trump sobre possíveis aumentos de tarifas em caso de retaliações, diversos países tomaram medidas respondendo ao tarifaço. Confira abaixo os prinicpais casos:

China

A China anunciou, no dia 4 de abril de 2025, tarifas de 34% sobre todas as importações dos EUA. Então Donald Trump intensificou a guerra comercial e estabeleceu taxas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses.

A queda de braço entre os dois países continuou até o ponto de a China anunciar taxa de 125% sobre produtos dos EUA, que respondeu com uma elevação tarifária que chegou a 145%.

Meses depois, em outubro de 2025, os presidentes Donald Trump e Xi Jinping selaram um acordo que reduziu a tensão comercial.

Canadá

Após ser incluído na primeira sequência tarifária, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou em abril de 2025 um conjunto limitado de medidas de combate às tarifas dos EUA.

O governo canadense informou que copiaria a abordagem norte-americana e impôs 25% sobre os veículos importados dos Estados Unidos que não estejam em conformidade com o acordo comercial entre EUA, México e Canadá.

Como forma de retaliação, Trump anunciou em julho de 2026 tarifas de 50% sobre certos produtos canadenses, incluindo equipamentos e máquinas elétricas, baseando-se na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930.

União Europeia

Em julho de 2025, os EUA anunciaram a aplicação de taxa de 30% para produtos importados da União Europeia e do México. Em relação ao bloco europeu, Trump informou, por meio de uma publicação na Truth Social, que os Estados Unidos não podem mais ser deficitários na balança comercial com o bloco.

Então, a União Europeia decidiu preparar um pacote de medidas retaliatórias no valor de 93 bilhões de euros (cerca de US$ 109,19 bilhões). As medidas, no entanto, não chegaram a entrar em vigor.

Índia

No mesmo período, os EUA anunciaram tarifa de 25% sobre os produtos importados da Índia. Depois, em agosto deste ano, Trump publicou um decreto impondo uma taxa adicional de 25%, com a justificativa de que o país importa direta ou indiretamente petróleo da Rússia.

A Índia, então, recorreu à OMC (Organização Mundial do Comércio) para notificar sobre possíveis medidas de retaliação e contestar as sobretaxa implementadas pelo governo norte-americano.

México

Em agosto de 2025, Trump anunciou a cobrança de uma tarifa de 30% sobre produtos mexicanos enviados para os Estados Unidos, separadamente de todas as tarifas setoriais. O republicano ainda disse que, caso houvesse retaliação e aumento na tarifação pelo outro lado, os Estados Unidos iriam sobretaxá-los em 30%.

Em fevereiro de 2025, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, solicitou a imposição de medidas tarifárias e não tarifárias em resposta à decisão norte-americana. A retaliação mexicana não chegou a ser implementada por conta de adiamentos e concessões unilaterais concedidas pelos EUA.

Reino Unido

Por meio de negociações, o Reino Unido conseguiu evitar tarifas de até 50% sobre aço e alumínio impostas pelos EUA. E, junho de 2025, os dois países assinaram um acordo que reduziu formalmente algumas tarifas sobre importações.

O acordo reafirmou as cotas e as taxas tarifárias sobre automóveis britânicos e eliminou as tarifas sobre o setor aeroespacial do Reino Unido. (As informações são da CNN Brasil)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Estados Unidos planejam ataques em terra contra traficantes na América Latina: “Onde quer que trafiquem drogas”
Na iminência de um El Niño que deve causar eventos climáticos extremos, o Brasil corre para aumentar sua estrutura da chamada medicina de desastres na resposta a catástrofes, como as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News