Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

Home Acontece 3º Encontro Cerealista Gaúcho debate crédito, seguro e industrialização do agro

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O 3º Encontro Cerealista Gaúcho, realizado nesta terça-feira (1º) na Casa da Rede Pampa, durante a Expointer, reuniu lideranças do setor produtivo, autoridades e representantes de instituições financeiras e cooperativas para discutir os principais desafios e oportunidades do agronegócio gaúcho. O evento, promovido pela Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (Acergs) e pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), teve como foco temas como crédito rural, seguro agrícola, Reforma Tributária, infraestrutura e industrialização da produção.

Na abertura, o governador Eduardo Leite enfatizou a importância da aproximação entre o poder público e o setor privado para enfrentar os impactos dos eventos climáticos e ampliar o acesso a instrumentos de proteção financeira. “Precisamos construir mecanismos de financiamento e fundos de resseguro que deem estabilidade ao produtor diante das estiagens e das chuvas intensas”, afirmou.

Segundo dados da Emater/RS-Ascar, o Rio Grande do Sul deve colher 35,6 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 8,6% sobre o ciclo anterior. A soja lidera o crescimento, com 21,1 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 6,9 milhões, enquanto o arroz deve recuar 5,5%, totalizando 7,5 milhões de toneladas. O cenário reforça a necessidade de políticas de crédito e seguro rural mais robustas para sustentar o avanço produtivo.

O presidente da Acebra, Jerônimo Goergen, destacou que o cerealista é o elo entre o campo e a indústria e que o setor precisa de segurança jurídica e infraestrutura para expandir. “O cerealista moderno é quem garante o fluxo da produção. Sem armazenagem e logística adequadas, o produtor perde competitividade”, disse.

Roges Pagnussat, da Acergs, ressaltou que o encontro reforça o papel do cerealista como agente de inovação e geração de renda. “O Rio Grande do Sul é referência nacional em produção de grãos. Nosso desafio é transformar produtividade em valor agregado”, afirmou.

Os deputados Alceu Moreira e Frederico Antunes abordaram os impactos da Reforma Tributária sobre o agronegócio, defendendo ajustes que garantam equilíbrio entre estados produtores e consumidores. Ambos enfatizaram que o setor precisa de ambiente regulatório estável para manter investimentos em tecnologia e industrialização.

O presidente da Rede Pampa, Alexandre Gadret, anfitrião do evento, celebrou a presença das lideranças e reafirmou o compromisso do grupo com o agronegócio gaúcho. “É uma alegria ver este auditório repleto de produtores e autoridades. A Rede Pampa é um grupo 100% gaúcho e está à disposição para dar voz ao setor durante todo o ano”, declarou.

A programação incluiu painéis técnicos e econômicos sobre financiamento, portos, armazenagem e cenário macroeconômico, além do lançamento da biografia do ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, “O Embaixador do Agro”, e do 4º Congresso Cerealista Brasileiro, previsto para 2027.

Com debates técnicos e dados concretos sobre produção e crédito rural, o encontro reforçou a importância da integração entre governo, produtores e indústria para consolidar o agronegócio gaúcho como motor de desenvolvimento econômico e inovação.
(por Gisele Flores e Gabrielen Marques)

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