Terça-feira, 21 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 21 de julho de 2026
Mais de 800 dias após a tragédia decorrente do incêndio da Pousada Garoa, em Porto Alegre, que somou 11 mortes e outras 11 pessoas feridas, o advogado Fabio Correa dos Santos sustenta que elementos relevantes ainda precisam ser apurados
“Mais de 800 dias após o incêndio da Pousada Garoa, na Avenida Farrapos, em Porto Alegre, sobreviventes e familiares ainda aguardam respostas definitivas sobre a origem do fogo e a responsabilização dos envolvidos”, afirma o advogado.
A tragédia, ocorrida em 26 de abril de 2024, causou a morte de 11 pessoas e deixou outras 14 feridas, conforme dados posteriormente divulgados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Desde o início das investigações, o advogado Fabio Correa dos Santos, responsável pela defesa de Cristiano Roratto, sustenta que a hipótese de incêndio criminoso precisa ser apurada de forma aprofundada.
Segundo o advogado, três sobreviventes apontam Leonardo da Silva Nogueira como suspeito de ter provocado o fogo. Imagens de câmeras de segurança também mostrariam o investigado deixando o local pouco antes do início do incêndio.
A defesa afirma que, apesar da gravidade dos relatos e da existência das imagens, não foi informada sobre eventual interrogatório de Leonardo pela Polícia Civil. Uma decisão proferida em 7 de julho de 2026, (autos do Termo Circunstanciado nº 5143449-58.2026.8.21.0001), reforçou a necessidade de análise conjunta dos acontecimentos.
No processo, a Justiça determinou a redistribuição do procedimento que apura uma ameaça de morte supostamente praticada por Leonardo contra o sobrevivente Irlei Silveira de Souza.
Conforme registrado na decisão, Irlei estaria sendo ameaçado “devido ao fato de ter testemunhado quando o suspeito ateou fogo na Pensão Garoa”. A magistrada reconheceu uma “inequívoca conexão” entre a ameaça e o inquérito que investiga o incêndio.
Para Fabio Correa dos Santos, a decisão representa um avanço importante, pois demonstra que o episódio envolvendo a testemunha não pode ser tratado de forma isolada.
“Há mais de dois anos alertamos que os depoimentos dos sobreviventes, as imagens de segurança e os acontecimentos posteriores ao incêndio precisam ser examinados em conjunto. A ameaça contra uma testemunha reforça a urgência de uma investigação completa”, afirma.
A defesa de Cristiano Roratto vem apresentando requerimentos, registros de ocorrência, imagens e declarações de sobreviventes, cobrando a realização de todas as diligências necessárias. Embora o Ministério Público tenha apontado possíveis responsabilidades relacionadas às condições estruturais e à ausência de medidas de segurança, a defesa sustenta que isso não afasta a necessidade de esclarecer quem ou o que efetivamente iniciou as chamas.
“Onze pessoas perderam a vida. A sociedade merece saber como o fogo começou e por que determinados elementos ainda não teriam sido plenamente investigados”, declara o advogado.
A expectativa é de que o Ministério Público, ao revisar os atos investigativos e analisar as novas informações, adote as providências necessárias para esclarecer integralmente a tragédia. Mais de dois anos depois, a cobrança permanece: investigação completa, proteção às testemunhas e justiça para as vítimas da Pousada Garoa.
Por Redação Rádio Pampa | 21 de julho de 2026
Mais de 800 dias após a tragédia decorrente do incêndio da Pousada Garoa, em Porto Alegre, que somou 11 mortes e outras 11 pessoas feridas, o advogado Fabio Correa dos Santos sustenta que elementos relevantes ainda precisam ser apurados
“Mais de 800 dias após o incêndio da Pousada Garoa, na Avenida Farrapos, em Porto Alegre, sobreviventes e familiares ainda aguardam respostas definitivas sobre a origem do fogo e a responsabilização dos envolvidos”, afirma o advogado.
A tragédia, ocorrida em 26 de abril de 2024, causou a morte de 11 pessoas e deixou outras 14 feridas, conforme dados posteriormente divulgados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Desde o início das investigações, o advogado Fabio Correa dos Santos, responsável pela defesa de Cristiano Roratto, sustenta que a hipótese de incêndio criminoso precisa ser apurada de forma aprofundada.
Segundo o advogado, três sobreviventes apontam Leonardo da Silva Nogueira como suspeito de ter provocado o fogo. Imagens de câmeras de segurança também mostrariam o investigado deixando o local pouco antes do início do incêndio.
A defesa afirma que, apesar da gravidade dos relatos e da existência das imagens, não foi informada sobre eventual interrogatório de Leonardo pela Polícia Civil. Uma decisão proferida em 7 de julho de 2026, (autos do Termo Circunstanciado nº 5143449-58.2026.8.21.0001), reforçou a necessidade de análise conjunta dos acontecimentos.
No processo, a Justiça determinou a redistribuição do procedimento que apura uma ameaça de morte supostamente praticada por Leonardo contra o sobrevivente Irlei Silveira de Souza.
Conforme registrado na decisão, Irlei estaria sendo ameaçado “devido ao fato de ter testemunhado quando o suspeito ateou fogo na Pensão Garoa”. A magistrada reconheceu uma “inequívoca conexão” entre a ameaça e o inquérito que investiga o incêndio.
Para Fabio Correa dos Santos, a decisão representa um avanço importante, pois demonstra que o episódio envolvendo a testemunha não pode ser tratado de forma isolada.
“Há mais de dois anos alertamos que os depoimentos dos sobreviventes, as imagens de segurança e os acontecimentos posteriores ao incêndio precisam ser examinados em conjunto. A ameaça contra uma testemunha reforça a urgência de uma investigação completa”, afirma.
A defesa de Cristiano Roratto vem apresentando requerimentos, registros de ocorrência, imagens e declarações de sobreviventes, cobrando a realização de todas as diligências necessárias. Embora o Ministério Público tenha apontado possíveis responsabilidades relacionadas às condições estruturais e à ausência de medidas de segurança, a defesa sustenta que isso não afasta a necessidade de esclarecer quem ou o que efetivamente iniciou as chamas.
“Onze pessoas perderam a vida. A sociedade merece saber como o fogo começou e por que determinados elementos ainda não teriam sido plenamente investigados”, declara o advogado.
A expectativa é de que o Ministério Público, ao revisar os atos investigativos e analisar as novas informações, adote as providências necessárias para esclarecer integralmente a tragédia. Mais de dois anos depois, a cobrança permanece: investigação completa, proteção às testemunhas e justiça para as vítimas da Pousada Garoa.