Segunda-feira, 06 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de julho de 2026
A fala do jornalista Paulo Figueiredo, aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), sobre mulheres votarem “estatisticamente muito mal” não circulou de forma isolada nas redes sociais.
Segundo levantamento feito pelo instituto Democracia em Xeque, o comentário ativou grupos radicalizados contrários ao voto feminino, agenda também difundida por apoiadores de Donald Trump nos Estados Unidos.
A reação expôs um racha no campo bolsonarista e ampliou o debate sobre o eleitorado feminino em meio à pré-campanha presidencial.
Discurso associa voto feminino ao feminismo
Um dos eixos centrais desse discurso é a associação pejorativa entre o comportamento eleitoral feminino e a expansão do feminismo, movimento que defende o combate ao machismo e a igualdade de gênero. Entre os destaques desse universo está um vídeo da influenciadora de direita Pietra Bertolazzi, que tem 1 milhão de seguidores no Instagram.
Ela mobilizou uma defesa explícita da restrição ao voto feminino ao se declarar contra o sufrágiodas mulheres em publicação no YouTube.
Termo “voto feminino” teve 23 mil menções
De acordo com o levantamento, feito a partir de dados da plataforma Talkwalker, o termo “voto feminino” somou23 mil menções nas redes entre 27 de junho e a última sexta-feira.
O pico ocorreu após a saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher, anunciada em meio a um embate público com Flávio Bolsonaro.
Uma análise do Democracia em Xeque, feita a partir de 263 postagens com 2,3 milhões de interações, aponta que a repercussão do vídeo de Paulo Figueiredo representou a maior fatia dos conteúdos sobre o tema, com 38% do total.