Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

Home em foco África, onde surgiu nova variante, começa a receber mais vacinas anti-covid, mas tem problemas para distribuí-las

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Enquanto as entregas de vacinas contra a covid-19 para a África finalmente aumentam, muitas nações lutam com a logística para acelerar as campanhas de vacinação, disse o chefe do órgão de controle de doenças do continente. A imunização está atrasada na maioria dos países, o que aumenta a preocupação sobre a nova variante, batizada de Ômicron pela Organização Mundial da Saúde.

Apenas 6,6% da população africana de 1,2 bilhão de habitantes está totalmente vacinada, disse o chefe dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África), John Nkengasong , em uma entrevista coletiva virtual. Na África do Sul, o marco zero da Ômicron, a taxa de vacinação também é baixa: apenas 23,5% da população já completou o ciclo vacinal, de acordo com dados do Our World in Data, projeto vinculado à Universidade de Oxford.

Isso significa que a África está longe de atingir o objetivo da União Africana de vacinar totalmente 70% das pessoas até o final de 2022, afirmou Nkengasong:

“O que estamos vendo agora são muito mais vacinas chegando, e a aceitação é desafiada por causa da logística e entrega”, disse Nkengasong. “Não se trata necessariamente de hesitação, mas de transportar as vacinas do aeroporto para os braços (das pessoas), trata-se de logística.”

Ele citou a República Democrática do Congo e os Camarões como países que têm desafios logísticos específicos, mas disse que muitas outras nações africanas enfrentam problemas semelhantes.

O Congo administrou até agora cerca de 168.000 doses de vacinas, mostrou um rastreador da Reuters, o suficiente para ter vacinado totalmente apenas 0,1% da população.

Em abril, as autoridades realocaram para outros países africanos a maior parte das 1,7 milhão de doses que o Congo havia recebido um mês antes do consórcio Covax, pois estavam prestes a expirar.

Em toda a África, as autoridades realizam com sucesso campanhas rotineiras de vacinação em massa contra doenças como o sarampo. Entretanto, muitos países tiveram dificuldades no início do ano quando as doses de covid chegaram, citando a falta de financiamento, treinamento e armazenamento refrigerado.

De cerca de 403 milhões de doses de vacinas distribuídas a 54 países africanos, apenas 55% delas, ou 221 milhões, foram administradas.

A África do Sul pediu à Johnson & Johnson e à Pfizer para atrasarem a entrega de mais vacinas porque agora há muitas em estoque, já que a hesitação de muitos em tomar a vacina retarda sua campanha de inoculação.

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