Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de outubro de 2026
Aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL) atribuem ao empresário e ex-coach Pablo Marçal parte da responsabilidade pela redução da vantagem que o presidencial do PL mantinha sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela mudança na rejeição aos candidatos apontada pela mais recente pesquisa Quaest. Enquanto Flávio oscilou para baixo dentro da margem de erro, ficando com 52%, Lula reduziu sua rejeição em seis pontos, ficando com 47%.
A avaliação do entorno do senador é que a aproximação com o influenciador provocou um “strike” na própria candidatura, resultando na queda de um ponto porcentual do parlamentar na pesquisa.
Por conta do desgaste, a orientação interna é afastar o candidato dos conselhos do ex-coach. “Mais propostas e menos Marçal”, resume um integrante da campanha, complementando que Flávio precisa conversar com o eleitorado sobre a vida real da população.
A mudança de rumo busca corrigir o impacto do desempenho de Flávio no debate promovido pela Band/Estadão, no último domingo (18). No encontro, o senador adotou tom provocativo e reproduziu a tática do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, ao posicionar-se atrás do adversário e fazer gestos acenando negativamente com a cabeça para tentar desestabilizá-lo. Como mostrou a Coluna do Estadão, a postura soou como arrogância e molecagem, prejudicando a imagem do próprio candidato.
Para o debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, a coordenação de campanha definiu como diretriz central “desmarçalizar” o candidato. A orientação para Flávio é priorizar a apresentação de propostas concretas, reduzir o tom de confronto e adotar uma postura de maior seriedade perante o eleitorado.
A estratégia também visa evitar a postura evasiva vista no debate anterior. Conforme registrou a Coluna do Estadão, o candidato do PL evitou temas indigestos e deixou no vácuo pelo menos seis perguntas feitas pelo presidente Lula.
A estratégia de deixar perguntas sem resposta também tinha sido adotada na sabatina na TV Globo, e foi inclusive motivo de observação pela âncora Renata Lo Prete.
No treinamento de mídia ao qual foi submetido pelo seu time de comunicação, Flávio tinha sido orientado a sempre redirecionar a resposta para os temas dos quais queria falar.
Internamente, integrantes da campanha bolsonarista dizem que funcionou em parte, mas no final a medida também ficou excessiva e deu margem para a campanha do adversário propagar a imagem de que Flávio não é confiavel pois nem sequer responde sobre os temas espinhosos. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)