Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 18 de agosto de 2026
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm se dividido sobre como a campanha à reeleição deve tratar as novas revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Um grupo vê necessidade de falar abertamente sobre o caso, mostrando que Lula não poupará o filho, caso sejam comprovadas irregularidades. Outra ala, no entanto, defende que esse assunto seja deixado de lado para evitar desgastes desnecessários.
A avaliação comum é que os inquéritos que apuram a suspeita de tráfico de influência de Lulinha se tornaram pontos vulneráveis da campanha à reeleição.
Amiga de Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS, disse em mensagens ao filho de Lula que os dois trabalham em “outro” nível e que o futuro deles é a Suíça. Os diálogos estão sendo analisados pela Polícia Federal.
A campanha vê as novas revelações como “fatos gravíssimos”. A avaliação de aliados é que o PT ainda bate cabeça sobre o melhor tom a ser adotado sobre o episódio, especialmente por não saber até onde vai o potencial desgaste provocado pelas investigações.
A falta de consenso interno também atrapalha a estratégia da campanha de desgastar a imagem do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e seus vínculos com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A linha defendida pelo presidente da legenda, Edinho Silva, pelo marqueteiro Raul Rabelo e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, é usar o tom de que as suspeitas têm que ser investigadas, mas tratando o caso apenas quando houver questionamento, sem abordá-lo ativamente.
Já o grupo que avalia que o assunto deveria ser tratado ativamente entende que Lula se distancia da postura do ex-presidente Jair Bolsonaro toda vez que Lula aborda as investigações em relação ao filho e conta que o cobrou sobre seus atos. (Com informações do jornal O Globo)