Sexta-feira, 01 de Julho de 2022

Home Saúde Alzheimer, diabetes e infertilidade: como dormir pouco pode afetar a saúde

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Nos últimos anos, têm surgido vários estudos que apontam ligações entre poucas horas de sono (menos de sete horas por noite) e várias doenças, principalmente mentais, cardiovasculares e degenerativas.

Ainda assim, os especialistas dizem que as perturbações do sono “são sempre deixadas de lado”, uma vez que as pessoas não associam a insônia a doenças a longo prazo e acabam por desvalorizar as consequências de dormir pouco.

A insônia (associada a “mais de três noites por semana sem dormir”) “é muito frequente” entre a população, de acordo com a psiquiatra Maria Moreno, que indica que “cerca de 30% da população mundial já sofreu com o distúrbio pelo menos uma vez na vida e 15% vai sofrer uma insônia grave”.

Além do cansaço, sonolência e todas as outras consequências sentidas no imediato, as perturbações do sono podem significar uma doença mais grave a longo prazo.

Apneia do sono

A apneia do sono está entre as perturbações do sono mais frequentes, de acordo com a pneumologista Mafalda VanZeller, que indica que entre 9 a 24% da população adulta mundial sofre desta doença, que se manifesta também em crianças (cerca de 2% da população mundial).

A apneia do sono consiste, na prática, em “episódios repetidos de interrupção total ou parcial da passagem do ar na via aérea superior”, provocando uma “fragmentação do sono e um compromisso da oxigenação durante a noite”, explica a especialista do Centro Hospitalar Universitário do São João, em Porto, Portugal.

Diabetes

Vários estudos recentes sugerem que a insônia pode aumentar o risco de diabetes tipo 2. Uma investigação da Universidade de Bristol concluiu que os indivíduos que sofrem de insônias apresentam níveis de açúcar no sangue mais elevados do que outros indivíduos que não manifestam problemas relacionados com o sono.

Alzheimer

Partindo do princípio de que “o sono é muito importante para a consolidação das memórias”, com o cérebro a trabalhar para selecionar e guardar as memórias do dia a dia, Joaquim Moita indica que dormir pouco leva a “perturbações de memória” que podem mesmo assumir formas “muito graves” com o avançar da idade.

Doenças mentais

Dormir poucas horas durante a noite também está associado a problemas relacionados com a saúde mental, que, segundo a psiquiatra Maria Moreno, têm uma particularidade – são bidimensionais. Quer dizer que “a insônia aumenta o risco de doença mental, ao passo que a doença mental aumenta também o risco de insônia”.

Infertilidade

A privação de sono também pode estar associada a problemas de infertilidade, de acordo com Joaquim Moita, que cita um estudo norte-americano realizado em jovens universitários do sexo masculino que tiveram de dormir quatro horas por noite todos os dias durante uma semana.

No final dessa semana, os investigadores verificaram uma “diminuição significativa da dimensão dos testículos” desses jovens, bem como uma “redução significativa da testosterona”.

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