Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026

Home Saúde Alzheimer: exames de sangue poderão ser usados por clínicos gerais

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O exame Alzheimer feito no sangue está se aproximando da rotina clínica porque pode indicar, com alta precisão, sinais biológicos da doença em pessoas com queixa de memória. A novidade não substitui a avaliação médica completa, mas pode reduzir atrasos, evitar exames mais invasivos e ajudar o clínico geral a decidir quem precisa de investigação especializada.

Um estudo com mais de 1.300 pacientes e 165 médicos descobriu que clínicos gerais que receberam os resultados de um exame de sangue que mede biomarcadores relacionados ao Alzheimer foram capazes de diagnosticar a doença com quase a mesma precisão que especialistas. O teste mede a beta-amiloide e a tau fosforilada, proteínas cerebrais anormais associadas à enfermidade, e a precisão foi de cerca de 90%.

Hoje, o padrão-ouro de atendimento para confirmar o Alzheimer envolve testes especializados, como exames de PET (imagem cerebral) e análise do líquido cefalorraquidiano, ferramentas que são caras e não estão amplamente disponíveis.

“Esta é uma notícia esperançosa para os pacientes, que muitas vezes enfrentam atrasos e longos tempos de espera antes de receber um diagnóstico claro e tratamento”, afirmou Sheena Aurora, vice-presidente de assuntos médicos da Associação do Alzheimer. “Os resultados sugerem que todo o ecossistema de cuidados poderá ser beneficiado.”

Resultados

O desempenho foi alto, especialmente quando os resultados foram classificados com pontos de corte definidos. Na atenção primária, o exame teve 85% de acurácia, com valor preditivo positivo de 82% e negativo de 88%.

• Em serviços especializados, a acurácia ficou entre 89% e 91%;
• A capacidade de detectar patologia de Alzheimer teve AUC entre 0,93 e 0,96;
• Com dois pontos de corte, a acurácia subiu para 92% a 94%;
• Esse modelo deixou de classificar cerca de 12% a 17% dos casos intermediários.

O maior benefício pode estar em pessoas com sintomas iniciais, quando ainda há dúvida entre Alzheimer, envelhecimento normal, depressão, efeitos de remédios, distúrbios do sono ou outras causas de perda de memória.

• Pessoas com queixa de memória persistente;
• Pacientes com comprometimento cognitivo leve;
• Casos em que o clínico geral precisa decidir sobre encaminhamento;
• Situações em que exames como PET ou punção lombar são pouco acessíveis.

Cautela

O exame não deve ser usado como teste isolado em pessoas sem sintomas, nem como diagnóstico definitivo fora do contexto clínico. Em participantes com 80 anos ou mais, a acurácia foi menor, o que reforça a necessidade de interpretação cuidadosa.

Também é importante lembrar que perda de memória não significa sempre Alzheimer. Para entender melhor sinais, evolução e avaliação médica, veja o conteúdo sobre Alzheimer. O exame de sangue pode acelerar a investigação, mas a decisão final deve considerar sintomas, histórico, testes cognitivos e avaliação especializada quando necessário. (As informações são do g1 e portal Tua Saúde)

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