Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026

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Antes mesmo de Marco Buzzi ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a cadeira dele já estava em disputa. Nos bastidores, candidatos a substituir o ministro já circulavam por eventos do Judiciário e conversavam com integrantes da Corte sobre a vaga. Em caráter reservado, ministros do STJ relataram constrangimento com a aproximação de alguns aspirantes ao cargo.

Além da vaga de Buzzi, está vazia a cadeira deixada por Antonio Saldanha Palheiro, que se aposentou em abril. Em novembro, Og Fernandes também vai se aposentar. O processo de escolha de ministros do STJ funciona a partir da inscrição dos interessados nos tribunais onde atuam. Os nomes são enviados para o STJ, e os ministros elegem uma lista tríplice. Como são três vagas, a ideia é votar uma lista quíntupla, para o presidente da República escolher três nomes.

O mais provável é que o processo se inicie apenas em novembro. Portanto, as escolhas devem ser feitas somente em 2027, pelo presidente que for eleito em outubro. Ou seja, quem vencer nas urnas vai começar o mandato com a chance de nomear três ministros para o tribunal que é a terceira instância para a Justiça Federal e também o foro especial para julgar governadores.

De acordo com fontes do Judiciário ouvidas reservadamente, mais de dez candidatos são tidos como certos na disputa. Não foi mencionado o nome de nenhuma desembargadora.

No Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), pelo menos três desembargadores devem concorrer. Ricardo Couto é presidente do TJ-RJ e atua como governador interino. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nutre simpatia por ele. Mauro Martins é ligado a Luís Felipe Salomão, que assume a presidência do STJ no dia 19. Elton Leme é apontado como um nome ligado a políticos de direita.

O TJ-SP deve ter ao menos cinco concorrentes. Carlos Adamek foi juiz instrutor nas investigações do caso Master quando a relatoria estava com Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Silmar Fernandes é ligado a Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ricardo Anafe é ligado à ministra do STJ Maria Thereza de Assis Moura. Também devem se inscrever na disputa pelo TJ-SP os desembargadores Marcelo Semes e Costa Wagner.

De outros Estados são esperados nomes da Bahia, do Maranhão, de Santa Catarina e de Pernambuco.

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