Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024

Home Saúde AstraZeneca diz que sua vacina para covid é eficaz contra ômicron após terceira dose

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A farmacêutica britânica AstraZeneca informou que a sua vacina contra a covid se mostrou eficaz na prevenção a infecções pela variante Ômicron do coronavírus após a aplicação de uma terceira dose, com resultados similares aos testes conduzidas com a cepa Delta após um regime de duas doses.

Os testes clínicos com a Ômicron foram conduzidos pela Universidade de Oxford (Reino Unido), parceira da AstraZeneca, e realizados em 41 voluntários. Mostraram, diz a nota da empresa, crescimento “significativo” na taxa de imunização pelo produto com a dose de reforço aplicada.

Mais contagiosa, a Ômicron foi identificada na África do Sul e se espalha rapidamente pela Europa e pelos Estados Unidos. Cientistas ainda tentam definir se a nova cepa desencadeia sintomas menos agressivos e se escapa da proteção oferecida pelos imunizantes.

Conforme esse novo estudo relatado pela AstraZeneca, o nível de proteção conferido aos indivíduos se mostrou robusto até um mês após a vacinação. Os dados não foram publicados em revista científica nem revisados pelos pares.

Estudos anteriores, conduzidos por pesquisadores independentes, já haviam mostrado queda significativa na quantidade de anticorpos gerados pela vacina da AstraZeneca e também da Pfizer diante da Ômicron.

Isso levou especialistas a defenderem a importância da avaliação da eficácia das injeções de reforço.

A farmacêutica acrescenta que está coletando evidência “do mundo real” para avaliar a eficácia da sua vacina contra a Ômicron na região sul da África. Também coleta amostras sanguíneas de voluntários de seus testes de fases 2 e 3 para avaliar a proteção do imunizante quando aplicada uma terceira dose. “Os dados desses estudos são esperados em breve”, segundo a empresa anglo-sueca.

Às 5h24 (horário de Brasília), a ação da AstraZeneca subia 0,27% na bolsa de Londres.

Intercambialidade de vacinas

Um estudo feito em Hong Kong revelou que a dose de reforço da Pfizer-BioNTech forneceu “níveis protetores” de anticorpos contra a Ômicron para quem tinha completado o esquema com a CoronaVac. Ou seja, quem está imunizado pela CoronaVac terá imunidade contra a Ômicron se tomar a dose de reforço da Pfizer, mas não apresentará a mesma resposta imunológica sem nenhum reforço ou com a terceira dose da mesma fabricante.

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, privilegiará a “mistura de vacinas”, esquema conhecido por especialistas como vacinação heteróloga, na aplicação da terceira dose do imunizante contra a Covid-19. A medida visa a promover uma maior resposta imunológica do organismo, como sugerem estudos internacionais.

Ainda há poucas informações sobre a intercambialidade de vacinas em relação à Ômicron, mas em relação à forma original do vírus, ela tem se apresentado como uma alternativa positiva.

Conforme publicação da Universidade Oxford na revista Lancet, a combinação de uma dose de vacina anticovid da AstraZeneca ou da Pfizer com a 2ª dose do imunizante da Moderna ou da Novavax produz maior resposta imune do que se a 2ª dose for do mesmo imunizante para a forma original da Covid-19.

A proposta de vacinação heteróloga é promissora e vem sendo adotada como estratégia em países como o Canadá e alguns países europeus, como a Espanha. Pesquisadores concordam que a “mistura” de vacinas pode apresentar efeito positivo sinérgico na resposta imune, com reforço da resposta de células T de memória.

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