Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home em foco Ataques a imigrantes, Biden e júri: a reação de Donald Trump após ser condenado por fraude

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A campanha de Donald Trump voltou para a Quinta Avenida de Nova York, onde a torre simboliza o império do empresário e sua estreia na vida política.

Quando o ex-presidente dos Estados Unidos desceu as escadas douradas para anunciar sua candidatura. Na época, pouca gente levou a sério.

Mas, agora, não há dúvidas: o “Trumpismo” continua sendo um dos principais movimentos políticos americano.

Dentro da “Trump Tower”, o ex-presidente falou por 33 minutos para jornalistas e apoiadores e confirmou que vai recorrer na justiça contra o veredito anunciado nessa quinta-feira (30).

Trump atacou a promotoria do caso e as testemunhas que depuseram contra ele e voltou a dizer que o julgamento foi manipulado, corrupto, sem apresentar provas.

“O juiz não nos permitiu ter testemunhas, ele não nos permitiu falar, o juiz é um tirano”, reclamou.

Apesar disso, a defesa de Trump convocou testemunhas e Trump teve a oportunidade de se pronunciar formalmente no tribunal, mas o mesmo preferiu o silêncio.

No discurso, ele também criticou os próprios advogados e concluiu atacando os imigrantes, que chamou de criminosos, doentes mentais e terroristas.

Logo depois, o presidente Joe Biden falou sobre as condenações de Trump.

“O princípio americano de que ninguém está acima da lei foi reafirmado”, disse ele.

O atual presidente americano lembrou que Trump teve a oportunidade de se defender e que o processo todo – da escolha do júri até a decisão final – foi o mesmo de qualquer outro réu, inclusive, agora com a oportunidade de recorrer.

Manipulação

“É imprudente, perigoso e irresponsável para qualquer um dizer que foi um processo manipulado só porque não gostou do veredito”, afirmou Biden.

Desde o resultado da condenação, políticos do partido de Trump demonstraram apoio ao ex-presidente, dizendo que a justiça foi usada pelos democratas para perseguir o político.

A narrativa de condenação sem provas foi repetida por aliados do ex-presidente pelo mundo, como o Kremlin, que disse que o “Governo Biden” está usando todos os meios legais e ilegais para se livrar de rivais políticos. Isso dito pelo porta-voz de Vladimir Putin, que se reelegeu há dois meses sem oposição.

Com exceção de Biden, integrantes do partido democrata não comentaram o assunto nessa sexta-feira (31).

Os países aliados dos Estados Unidos também escolheram não se pronunciar. Até porque, podem ter que lidar com Trump no ano que vem, caso ele volte à Casa Branca.

Depois de mais de seis semanas em Nova York para acompanhar o julgamento quase diariamente, Donald Trump saiu de onde tudo começou, oito anos atrás, para girar o país em campanha eleitoral.

Em 2016, ele era o empresário de fora da política que simbolizava a promessa do Partido Republicano. Agora, é o primeiro candidato à presidência dos Estados Unidos condenado criminalmente na justiça.

Agora, os dois lados vão tentar tirar proveito disso. A campanha de Trump já atualizou o site oficial dizendo: “eu sou um prisioneiro político” e “nunca se renda”.

A campanha anunciou que conseguiu levantar quase 35 milhões de dólares em doações depois do anúncio das condenações, um recorde.

Já a campanha de Biden vai usar o veredito para atrair eleitores indecisos, que podem se tornar decisivos no dia 5 de novembro. As informações são do G1.

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