Domingo, 17 de Maio de 2026

Home Política Ataques de Romeu Zema abrem crise entre 2 partidos de direita aliados

Compartilhe esta notícia:

As críticas de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, aos áudios enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abriram uma crise entre seu partido e o bolsonarismo. A reação do mineiro, que publicou um vídeo classificando a atitude do parlamentar como “imperdoável”, foi rechaçada por integrantes da pré-campanha do filho e do ex-presidente Jair Bolsonaro e por diretórios do Novo que mantêm alianças regionais com o PL, em meio a ameaças de rupturas.

Entre aliados de Flávio, a postura de Zema foi rebatida com insinuações da existência de uma ligação entre ele e o Master. Nas redes sociais, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – que classificou Zema como “baixo” e “vil” –, divulgou que o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro Moura, preso pela Polícia Federal (PF), doou R$ 1 milhão para o diretório do Novo em Minas em agosto de 2022, quando Zema concorreu à reeleição ao governo do Estado.

O valor foi descrito na prestação anual de contas da sigla ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como uma “transferência eletrônica” para a “manutenção do partido”. Zema afirmou, em nota, que “nenhum centavo” da doação entrou em sua campanha e que os valores foram recebidos pelo partido em um período em que “não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro”.

Além de Eduardo, Carlos Bolsonaro (PL),  ex-vereador pelo Rio de Janeiro e agora pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, disse que Zema estaria “ultrapassando todos os limites”. E descreveu o mineiro como “engolidor de casca de banana”, em referência ao episódio no qual o ex-governador de Minas Gerais gravou um vídeo comendo uma fruta inteira para ironizar o aumento de preços no governo Lula.

Já o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou Zema como “oportunista”.

As reações contrárias também vieram dos diretórios do Novo no Paraná e em Santa Catarina, que mantêm proximidade com o bolsonarismo. Em notas, os dois grupos classificaram a atitude do ex-governador como “precipitada” e “desnecessária”, negando a existência de um “alinhamento prévio”.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) subiu o tom e disse que, após uma conversa entre lideranças do PL nacional, passou a existir um “clima dentro do partido para suspender as alianças com o Novo em todos os Estados diante da precipitada e rasteira manifestação de Zema. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Romeu Zema não gostava de ser considerado uma linha auxiliar do bolsonarismo
Após ataque de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro volta a se reunir com deputada cotada para ser sua vice
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News