Domingo, 22 de Maio de 2022

Home Política Balança comercial tem superávit de 754,5 milhões de dólares na primeira semana de fevereiro

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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 754,5 milhões na primeira semana de fevereiro (dias 1 a 6). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 4,743 bilhões e importações de US$ 3,988 bilhões.

As exportações registraram aumento de 30,3% na média diária de fevereiro ante o mesmo período do ano passado, com crescimento de 13,9% na Agropecuária, avanço de 30,4% na Indústria Extrativa e alta de 34,6% nas vendas de produtos da Indústria de Transformação.

Já a média diária de importações aumentou 23,4% no período, com queda de 41,2% na Agropecuária, alta de 151,2% na Indústria Extrativa e avanço de 21,4% em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado do ano até o dia 6 de fevereiro, o saldo comercial é superavitário em US$ 540,1 milhões.

2021

O Icomex (Índice de Comércio Exterior) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) fechou 2021 com o maior superávit da série histórica, iniciada em 1998. O saldo da balança comercial brasileira apresentou alta de US$ 10,8 bilhões em relação ao ano anterior, alcançando US$ 61,2 bilhões.

O indicador revelou, no entanto, que o aumento dos valores das exportações foi impulsionado pela variação dos preços (29,3%), uma vez que a variação no volume exportado foi mais sutil: representou 3,2%.

As commodities representaram 67,7% das exportações totais e apresentaram variação de preços da ordem de 38,9%, com recuo no volume de produção de 1,8%.

No mesmo período, as exportações de produtos não classificados como commodities cresceram 28,1% em valor, com elevação de 12,4% nos preços e 13,5% no volume.

Em 2021, o mundo viveu um ciclo de alta de preços de commodities, casos do petróleo bruto, da soja e do minério de ferro, em ordem, os principais produtos exportados pelo país. Já os mais importados foram adubos, óleos combustíveis e medicamentos.

No período, a China permaneceu como principal parceiro comercial do Brasil, destino de 31,2% das exportações nacionais. O dado mostra um recuo de 1,1 ponto percentual em relação a 2020.

Por quase quatro meses, o país impôs embargo sanitário à carne bovina brasileira, devido a detecção de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme, conhecida com “doença da vaca louca”.

Na relação com o país asiático, o superávit brasileiro passou de 33 bilhões de dólares para 40 bilhões. Cenário diferente do encarado com os Estados Unidos, segundo maior parceiro.

Neste caso, o déficit de 6,4 bilhões de dólares passou para 8,3 bilhões. Com a vizinha Argentina, terceiro maior aliado, o Brasil passou de um superávit de 550 milhões para um déficit de 69,9 milhões.

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