Sábado, 22 de Agosto de 2026

Home Economia Balanço da semana: Dólar em alta e Bolsa em baixa

Compartilhe esta notícia:

Ainda que tenham apresentado ganho na sexta-feira (21) por conta de um ambiente externo mais favorável a ativos de risco, tanto o Ibovespa (principal referência do mercado acionário no País) quanto o real encerraram sua terceira semana seguida acumulando desvalorizações.

O dólar encerrou a semana em queda de 0,93%, negociado a R$ 5,14 – menor valor de fechamento desde o último dia 10. Mas, mesmo com o tombo nessa sexta-feira (21), a moeda americana acumulou na semana uma alta de 1,21%, levando o ganho em agosto para 1,47%.

Já o Ibovespa terminou o dia com alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos. Foi o melhor resultado desde o 1,88% anotado em 30 de julho passado. A maior demanda de investidores externos se traduziu em diversos setores na Bolsa, sobretudo no setor financeiro, com a B3, a bolsa brasileira, liderando os ganhos com um expressivo salto de 5,23%.

Os grandes bancos foram protagonistas na recuperação do índice. O Banco do Brasil (BB) somou 2,16% ao seu valor, o Bradesco avançou 3,11%, o Itaú Unibanco valorizou-se em 2,91%, e o Santander também acompanhou a tendência, com uma alta de 2,00%.

Também papéis ligados a setores de commodities tiveram destaque. A mineradora Vale, outro peso-pesado do índice, contribuiu positivamente com uma valorização de 1,36%.

“Foi um dia em que o investidor global colocou recursos não apenas em emergentes, mas em commodities”, afirmou Daniel Utsch, gestor da Nero Capital. Ainda assim, o Ibovespa completou a sua terceira semana no vermelho, fechando com baixa acumulada de 0,86%. No mês, o saldo é negativo em 3,91%.

A alta do Ibovespa também foi puxada pela melhora do cenário externo e pela queda dos juros dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos, segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil.

O movimento aumentou a disposição dos investidores para comprar ações e outros ativos considerados mais arriscados, permitindo que a bolsa brasileira acompanhasse a recuperação dos mercados americanos.

Para Araújo, a reação também foi favorecida pela redução dos juros futuros no Brasil — taxas que indicam as expectativas do mercado para os juros nos próximos meses.

Expectativas

“Em resumo, o mercado encerra a semana em compasso de espera, com os investidores monitorando os próximos sinais sobre juros, política monetária americana e os resultados corporativos que devem movimentar a próxima semana”, diz.

No Brasil, o IPCA-15 de agosto sai na quarta-feira (26) e será importante para confirmar a expectativa de novo corte da Selic em setembro. Na quinta-feira (27), a PNAD Contínua traz a taxa de desemprego. Na sexta-feira (28), o IGP-M e o Caged completam o quadro de inflação e emprego.

Nos Estados Unidos, o PIB e o deflator do PCE, indicador de inflação preferido do Fed, também, saem na quarta-feira. De acordo com Bruna Sene, da Rico, após uma semana de forte volatilidade nas curvas de juros, esses dados devem ter peso relevante. (Com informações do g1, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Polícia Federal vê mais diretores do Banco de Brasília em fraudes com o Banco Master
Polícia Federal aponta indícios de que empresário fez pagamentos a Lulinha
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News