Sábado, 26 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de setembro de 2026
Tom Brady nunca mais foi o mesmo desde que se divorciou de Gisele Bündchen, em 2022. Para além do fim do casamento em si, a separação do ídolo do futebol americano deu início à sua derrocada: ele não soube lidar muito bem com a carreira pós-aposentadoria, e sem uma mulher forte como Gisele ao lado, acabou virando até motivo de piada.
Esse seria um breve resumo do que a revista New Yorker destaca em uma resenha do livro “Brady: Uma História Americana e o Preço da Grandeza”, de Lars Anderson, ex-jornalista da Sports Illustrated. A publicação descreve a biografia como um relato particularmente íntimo da relação entre o ex-quarterback da NFL e Gisele, apesar de o autor não ter tido acesso direto ao casal.
Sobre o período em que Brady tentou, digamos, se reinventar, após deixar o esporte e voltar aos tempos de solteiro, Anderson afirma: “Desde então, sua imagem sofreu um golpe mais duro do que qualquer um que ele tenha levado em campo. Ele saltou de um caixão numa esquete cafona inspirada na W.W.E. durante o Fanatics Fest. Apareceu em um comercial da Pizza Hut gritando: “Hut!” (Entendeu?) Suas tentativas de trabalhar como comentarista esportivo na televisão têm decepcionado”.
A nova função também mereceu críticas de experts no esporte. “Como comentarista, Tom Brady não é apenas o Capitão Óbvio”, publicou no X o ex-comentarista da Fox Sports Skip Bayless. “Ele é o Comandante em Chefe do Óbvio.”
No livro, o autor diz que Brady havia virado um pastiche de si mesmo, motivando várias piadas — e elas sempre pareciam estar ligadas à separação de Bündchen. Um fã chamou suas estripulias pós-aposentadoria de “missões paralelas de pai divorciado”.
A biografia trata o divórcio como um dos principais pontos de inflexão da trajetória do atleta e o define como uma pessoa obcecada com a busca permanente por mais títulos, recordes e conquistas. A New Yorker vai além e exalta fortemente o fascínio que a modelo exercia em todos à sua volta. Um “olha lá o que ele perdeu” dos mais classudos.
“Em 2009 Brady se casou com Gisele Bündchen, uma mulher para quem o título de ‘supermodelo’ foi considerado insuficiente. A revista New York chamou a glamourosa amazona brasileira, que teria um patrimônio líquido de US$ 400 milhões e 1.200 capas de revista no currículo, de ‘ubermodel’. Ela frequentemente publicava nas redes sociais fotos em que aparecia fazendo ioga na praia, como a mais rica ninfa das águas da lista da Forbes”, diz um trecho.
Em outro, vem a lembrança de um dia em especial, quando Gisele conheceu os parceiros de equipe do então marido após uma vitória no Super Bowl.
“Ela cumprimentou todos os jogadores de verde que encontrou ao sair, deixando-os tão maravilhados que era de admirar que os Patriots não a tivessem mandado para o túnel antes do jogo. E ela não era apenas bonita; era afetuosa e espirituosa. Bündchen, que teve dois filhos com Brady, disse à revista People: ‘Meus filhos nunca ficavam doentes quando eu os amamentava. Se aparecia alguma coisa nos olhos deles, eu pingava leite nos olhos’. Ela era, por assim dizer, a conquista definitiva”.
Brady e Gisele se conheceram em 2006, quando o jogador ainda consolidava seu lugar entre os maiores nomes da NFL. Na época, ele já havia conquistado títulos pelo New England Patriots, mas estava longe de encerrar a carreira. Gisele, por sua vez, era uma das modelos mais conhecidas do mundo.
O primeiro encontro aconteceu em um bar de vinhos em Nova York, o Turks & Frogs, no West Village. De acordo com a narrativa de Anderson, Brady falou sobre seus planos para o futuro e disse que pretendia jogar por mais dez anos, com a intenção de conquistar pelo menos mais um Super Bowl.