Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Eleições 22 Bolsonarista e apoiador de Lula entram em confronto no Rio

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O bolsonarista Rodrigo Duarte, candidato a vereador nas eleições de 2020 pelo PRTB, levou um soco de um apoiador do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após provocar uma confusão na porta de evento do presidenciável nessa sexta-feira (9). Duarte apareceu dirigindo um carro adesivado com fotos de Lula preso, e com imagens de campanha do deputado federal Carlos Jordy (PL).

A confusão teve início quando o bolsonarista, dentro do veículo, reduziu a velocidade ao som de vaias de apoiadores do ex-presidente. Um deles chegou a dar um tapa no carro. Ao parar o automóvel, ele reclamou e entrou em confronto com a claque de Lula, que estava no local com bandeiras de campanha.

Na briga, o bolsonarista teve o celular tirado de sua mão, foi atingido na cabeça e os adesivos no veículo foram rasgados. Depois da confusão, Rodrigo Duarte foi retirado por agentes da Polícia Federal, que faziam a segurança no local. Ele foi convencido a deixar o local, e um dos policiais o acompanhou em seu carro.

Evangélicos

Líder nas principais pesquisas eleitorais, mas em desvantagem ante o presidente Jair Bolsonaro entre os evangélicos, Lula iniciou nessa sexta uma nova fase da estratégia traçada para tentar ampliar a aceitação neste nicho religioso. Em São Gonçalo, terceiro maior colégio eleitoral do Rio de Janeiro, o petista participou de um encontro com pastores e fiéis ao lado do candidato a vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB).

Durante o evento, Lula recebeu uma “carta de apoio” costurada pelo núcleo de evangélicos do PT junto a entidades e lideranças do segmento. Uma das articuladoras do trabalho de aproximação com os fiéis é a deputada federal petista Benedita da Silva, que já foi membro da Assembleia de Deus e hoje frequenta a Igreja Presbiteriana Betânia. O documento contém, de modo resumido, motivos pelos quais os eleitores evangélicos podem apoiá-lo.

Lideranças petistas do Rio e de São Paulo defenderam, nos dias que antecederam o encontro dessa sexta, a necessidade de contar com o apoio de membros e pastores de igrejas pentecostais, que têm maior presença em áreas de baixa renda, mas cujas principais lideranças são as mais ligadas a Bolsonaro. O foco da campanha, então, foi direcionado para tentar atrair este grupo para o evento.

Lula chegou a declarar anteriormente que a questão religiosa não entraria em sua pauta política. A perda de fôlego entre os fiéis, porém, motivou a correção de rota. Em dezembro, meses antes do início da campanha, o Ipec apontava empate entre Lula e Bolsonaro no segmento. Já nas duas pesquisas divulgadas em agosto, enquanto o presidente chegou perto de 50% das intenções de voto entre evangélicos, Lula tinha pouco mais da metade deste percentual.

Integrantes do PT creditam a diferença à postura incisiva de Bolsonaro, que tem participado quase semanalmente de atos religiosos e tem apoio explícito de lideranças como o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e José Wellington, da Assembleia de Deus do Belenzinho (SP). Também culpam notícias falsas de que Lula seria favorável ao fechamento de igrejas, disseminadas por aliados de Bolsonaro.

Lula iniciou sua nova visita ao Estado do Rio com agendas fora da capital fluminense, e mirou municípios do estado com colégios eleitorais significativos. Na quinta (8), o petista participou de um comício em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A região, que historicamente vota em candidatos conservadores e alinhados à direita, atualmente tem 11 prefeitos entre seus 13 municípios que apoiam Bolsonaro.

O ex-presidente partiu para o ataque contra o adversário e criticou o uso eleitoral que o chefe do Executivo fez das comemorações do bicentenário do 7 de Setembro, ao afirmar que Bolsonaro fez da celebração nacional uma “festa pessoal”. O petista comparou os atos de Bolsonaro com uma reunião do grupo supremacista branco Ku Klux Klan.

“Foi uma coisa muito engraçada o ato do Bolsonaro. Parecia uma reunião da Ku Klux Klan. Só faltou o capuz. Não tinha negro, não tinha pardo, não tinha pobre, trabalhador. O artista principal era o velho da Havan, que aparecia como se fosse o Louro José da campanha do Bolsonaro”, disparou Lula, que ainda atacou o presidente no tema da corrupção, na alta de preços dos combustíveis e dos alimentos no País.

Bolsonaro usou as redes sociais para rebater a fala de Lula. No Twitter, o presidente ironizou a declaração com um vídeo em que um homem negro aparece durante o ato realizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. “Parece que o ex-presidiário se sentiu excluído após esse vídeo. Em resposta, chamou o povo de ‘cuscuz clã’, talvez porque assistiu a milhões de brasileiros vestindo amarelo”, escreveu.

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