Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home em foco Bolsonaro participa de cerimônia de ingresso da filha no Colégio Militar

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) compareceu durante o fim de semana à cerimônia de ingresso dos novos alunos do Colégio Militar de Brasília (CMB). Sua filha Laura, de 11 anos, ingressará na instituição no sexto ano. Ela não passou pelo processo seletivo a que são submetidos meninos e meninas interessados no ensino militar das unidades do Exército.

A escola tem uma média de 1.000 candidatos para 15 vagas em 2022. O Exército Brasileiro também impôs sigilo aos documentos do processo que autorizou a matrícula.

Também acompanharam a solenidade: a primeira dama, Michelle Bolsonaro, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

Segundo o CMB, os 540 novos alunos do CMB participam desde o começo da semana passada de um período de adaptação, chamado de “Semana Zero”, antes do início do período letivo, previsto para esta segunda (31).

“O período tem como objetivo apresentar aos novos integrantes da Família Garança, os conhecimentos necessários para o início do ano letivo. São ministradas aulas teóricas e práticas onde são abordados temas como: a rotina do aluno, o uso correto dos uniformes, hierarquia, respeito, disciplina, culto às tradições, valores, noções sobre o regime disciplinar do Colégio e, ainda, ordem unida”, informou o colégio.

Em agosto do ano passado, o presidente justificou a apoiadores que a matrícula da filha no CMB ocorreria por “questão de segurança”. “A minha deve ir ano que vem pra lá [Colégio Militar]. A imprensa já está batendo. Ela tem direito por lei, até por questão de segurança”, alegou na data. Por decisão do chefe do Executivo, Laura ainda não tomou a vacina contra a covid-19.

Após a solenidade, o presidente seguiu para a Catedral de Brasília, onde evitou comentar sobre sua falta ao depoimento na PF que deveria prestar na tarde de sexta, mas limitou-se a dizer que está “tudo em paz”.

Mais tarde, pelas redes sociais, o presidente compartilhou um vídeo onde aparaceu em um tour com apoiadores pelo Palácio da Alvorada.

Antivacina

O pai de Laura é notoriamente contra a vacinação. Afirma constantemente que não irá se vacinar.

Um dia depois de o governo federal anunciar o cronograma de imunização infantil contra a Covid-19 no ínicio do ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a vacina para crianças.

Em uma entrevista à TV Nova Nordeste, de Pernambuco, Bolsonaro disse que não vai vacinar a filha de 11 anos e acusou os técnicos da Anvisa de terem algum interesse na liberação da vacina.

“A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] lamentavelmente aprovou a vacina para crianças entre 5 e 11 anos. A minha opinião eu quero dar para você aqui. A minha filha de 11 anos não será vacinada”, disse Bolsonaro.

“E você vai vacinar seu filho contra algo que o jovem por si só uma vez pegando o vírus a possibilidade de ele morrer é quase zero? O que é que está por trás disso? Qual é o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual é o interesse daquelas pessoas ‘taradas por vacina’? é pela sua vida? É pela sua saúde? Se fosse estariam preocupados com outras doenças do Brasil, que não estão”, acrescentou o presidente.

Na entrevista, Bolsonaro questionou: “Eu pergunto, você tem conhecimento de uma criança de 5 a 11 anos que tenha morrido de Covid? Eu não tenho”.

Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, 311 crianças de cinco a 11 anos morreram vítimas da Covid-19 desde o início da pandemia.

O presidente falou ainda sobre possíveis efeitos colaterais da vacina, e sugeriu que a população procure conselhos, mas não necessariamente de médicos. “Converse com os seus vizinhos. Quantos garotos contraíram Covid e não aconteceu absolutamente nada com ele?”, sugeriu Bolsonaro.

As declarações do presidente foram rebatidas pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Em uma nota de repúdio que não cita o nome de Bolsonaro, os médicos afirmaram que “a população não deve temer a vacina, mas, sim, a doença que ela busca prevenir”. E que a “vacina previne a morte, a dor, sofrimento, emergências e internação em todas as faixas etárias”.

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