Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

Home em foco Cidades argentinas fervem com os “dias mais quentes da sua história” e a estiagem prolongada

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Cidades da Argentina e de países vizinhos têm registrado altas temperaturas recordes. De acordo com o diário, o recorde histórico na capital argentina foi de 43,3°C, em 29 de janeiro de 1957. O segundo dia mais quente da cidade foi na última terça-feira (11), quando os termômetros registraram 41,1°C.

“É mais um dia infernal”, resume Elizabeth Bassin enquanto esperava um ônibus em Buenos Aires.

Muitas cidades da região tiveram suas temperaturas mais altas desde o início dos registros, com algumas chegando a 45°C, de acordo com o serviço meteorológico.

“Praticamente toda a Argentina e países vizinhos como Uruguai, Paraguai e o Sul do Brasil estão vivendo os dias mais quentes da história”, explica Cindy Fernandez, meteorologista do Serviço Meteorológico Nacional argentino. “Na Argentina, desde a Patagônia até o Norte do país, registram-se valores térmicos que chegam ou ultrapassam 40°C.”

A onda de calor e uma seca prolongada atingiram as lavouras do país produtor de grãos, embora haja esperança de que uma queda esperada na temperatura na próxima semana traga um período de chuvas para esfriar tanto as plantas quanto as pessoas.

Cindy Fernandez explica que uma massa de ar quente se formou sobre a Argentina, bem no meio do verão do Hemisfério Sul.

“Estamos tendo muitos dias de céu limpo, em que a radiação solar é muito intensa, e em um contexto de seca extrema que a Argentina vive há cerca de dois anos”, diz. “Isso significa que o solo está muito seco, e a terra seca aquece muito mais do que o solo úmido.”

Emanuel Moreno, que entrega refrigerantes, afirma que o importante é continuar se hidratando:

“Na verdade é tudo muito quente e irritante, mas enquanto trabalhamos não nos damos muito conta. Você só percebe que está com muita sede e tem que beber muita água, água e mais água, ou não pode continuar.”

Com medo de um colapso no sistema de energia devido à onda de calor, como aconteceu no início da semana, o governo federal argentino determinou que os funcionários públicos trabalhem remotamente.

Segundo o governo federal, foram registrados 30 focos de incêndio em florestas de nove províncias argentinas.

Besouros

Uma cidade da Argentina foi invadida por milhares de besouros em meio a uma onda de calor sem precedentes que atinge a região.

Como medida para tentar reduzir os efeitos do ataque e tentar enganar os insetos, a prefeitura de Santa Isabel, na província de La Pampa, ordenou apagar a iluminação pública.

Segundo a imprensa local, há registro de danos em propriedades públicas e privadas, e dezenas de fotos nas redes sociais mostram os besouros acumulados em tetos e calhas da cidade.

“É impressionante a quantidade”, disse o chefe de polícia Omar Sabaidini ao site regional Info Huella. “Em alguns casos provocaram danos às construções, na delegacia estragaram a cobertura.”

A medida de apagar as luzes durante a noite é uma aposta de Cristian Echegaray, responsável pela administração local, após reunião com o corpo de bombeiros e polícia.

“Resolvemos apagar a iluminação pública porque esse inseto busca lugares iluminados”, justificou Echegaray ao Info Huella.

Os insetos, que pertencem à família Melolonthidae (Coleoptera), vivem parte de seu ciclo como larvas enterradas no solo, e no verão com temperaturas crescentes, os adultos vêm à superfície para iniciar sua reprodução – e depois morrem. Com as altas temperaturas deste ano, essa dinâmica foi alterada.

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