Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

Home Política Cinco anos depois, o ex-governador de São Paulo João Doria pede desculpas por falas sobre prisão de Lula: “Me ajuda a ser uma pessoa melhor”

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O ex-governador de São Paulo João Doria pediu desculpas por declarações que deu, cinco anos atrás, logo após a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu durante participação no podcast Flow News, na última sexta-feira (22).

Em 2018, pouco depois de o petista ser preso pela Polícia Federal (PF) em decorrência de condenação no âmbito da Operação Lava-Jato, o então prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo paulista festejou nas redes sociais. Lula ficou preso por 580 dias, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019.

“A decisão da Justiça brasileira de condenar à prisão Luiz Inácio Lula da Silva lava a alma dos bons brasileiros. Lava a alma daquelas pessoas que sabem o valor da Justiça e sabem também das mentiras que Luiz Inácio Lula da Silva colocou, pregou e propagou pelo Brasil”, disse Doria à época.

“Aquilo foi uma declaração imprópria, e eu não tenho problema em reconhecer. Isso me ajuda a ser uma pessoa melhor, mais respeitada. Eu sei pedir desculpas, sei reconhecer quando eu erro. Não foi uma declaração adequada”, afirmou o ex-governador de São Paulo ao programa.

O empresário também se retratou por outra postagem, feita já como governador, um ano depois, em 2019. Na ocasião, Doria ironizou a iminente transferência do petista para o presídio de Tremembé, no interior paulista, medida que acabou revogada antes que se concretizasse. Doria garantiu que o ex-presidente seria “tratado como os outros presidiários” e que poderia “fazer algo que jamais fez na vida: trabalhar”.

“Eu não poderia jamais confrontar a Justiça. A Justiça determinou que ele fosse mantido dentro do sistema prisional, mas aquela frase foi uma frase imprópria, inadequada, pela qual eu me desculpo, inclusive”, disse Doria ao participar do Flow.

O ex-tucano elegeu-se governador nas eleições de 2018 em uma dobradinha com Jair Bolsonaro, que venceu a disputa pela Presidência contra Fernando Haddad (PT). À época, Lula, então candidato pelo Partido dos Trabalhadores, não pôde concorrer em virtude da condenação, que o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Nos anos seguintes, porém, Doria afastou-se do bolsonarismo principalmente nas questões que envolveram o combate à pandemia de covid-19. Em simultâneo, mantinha as críticas ao petismo, numa tentativa de cacifar-se como terceira via em meio à polarização.

O projeto de uma candidatura própria ao Planalto, contudo, não se concretizou. Nas eleições do ano passado, Doria chegou a declarar que votaria nulo no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

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