Terça-feira, 17 de Maio de 2022

Home em foco Ciro Gomes e Lula disputam apoio de Marina Silva para as próximas eleições

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O pré-candidato do PDT à Presidência, o ex-ministro Ciro Gomes, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado como nome do PT na eleição presidencial, disputam o apoio da ex-ministra Marina Silva (Rede). O pedetista é mais enfático e a convidou para ser sua vice – os dois mantiveram relação próxima nos últimos anos.

Uma eventual chapa com Marina, que obteve 1% dos votos na eleição em 2018, já tem nome: “Cirina”. O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que tem conversado com a ex-ministra, mas disse que, por enquanto, não há uma definição.

“Não avançou. Está em discussão. Não tem nada fechado. Tem uma discussão interna deles, uma divisãozinha também (na Rede)”, declarou Lupi. Nesta sexta (20), no lançamento da pré-candidatura, Ciro disse que “é cedo” para falar em vice, mas elogiou a ex-ministra.

A Rede está rachada. Ontem, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se reuniu com Lula em São Paulo. Ele é um dos que defendem a aliança com o PT e tem sido o principal interlocutor entre o ex-presidente e Marina.

A ex-ministra rompeu com Lula em 2009, por divergências internas no governo – ela foi ministra do Meio Ambiente. A relação com o PT naufragou de vez em 2014, quando Marina foi alvo de uma agressiva campanha eleitoral elaborada pelo marqueteiro João Santana, que hoje trabalha para a campanha de Ciro Gomes.

Marina nunca perdoou. Nos últimos anos, chamou Lula de “corrupto” e tem dado declarações, nos últimos meses, favoráveis a uma “terceira via” nas eleições. Em entrevista mais recente ao jornal O Globo, reclamou da falta de “autocrítica” do PT. Interlocutores de Lula afirmam que o ex-presidente tem apostado no argumento de que ambos tiveram uma história longeva na política, e que o problema principal de Marina diz respeito apenas à campanha de Dilma Rousseff.

Se no passado, João Santana, que chegou a ser preso por recebimento de caixa 2, dinamitou as pontes entre Marina e o PT, hoje, é um ponto de conflito na relação da ex-ministra com Ciro. O contrato de R$ 250 mil mensais com o PDT para alavancar a candidatura de Ciro ao Planalto marcou a reabilitação ao marketing político.

Em 2020, quando ainda usava tornozeleira eletrônica, Santana disse não se arrepender da peça publicitária contra Marina em 2014. A ex-ministra tem criticado a aproximação com Ciro. Fontes próximas do ex-ministro dizem que a situação pode ser contornada.

Marina

Maria Silva é historiadora, professora, psicopedagoga e ambientalista. Ao longo de sua carreira política, exerceu os cargos de senadora pelo Acre entre 1995 e 2011 e de ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, além de se candidatar em 2010, 2014 e 2018 à Presidência da República.

Nascida em um seringal no Acre, Marina mudou-se para a capital do Estado ainda na adolescência, onde foi alfabetizada. Concluído o ensino médio, graduou-se em história pela Universidade Federal do Acre. Desenvolveu interesse pela política e vinculou-se ao Partido Revolucionário Comunista, organização marxista que se abrigava no Partido dos Trabalhadores, posteriormente ajudando a fundar a Central Única dos Trabalhadores do Acre.

Juntamente com Chico Mendes, ajudou a liderar o movimento sindical, elegendo-se para o seu primeiro cargo público, o de vereadora de Rio Branco, em 1988.

Na eleição de 1990, Marina foi eleita deputada estadual e, em 1994, senadora da República, tornando-se, aos 36 anos de idade, a mais jovem senadora da história do País. Reeleita para o Senado em 2002, Marina aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e assumiu o Ministério do Meio Ambiente. Em 2009, deixou o PT e filiou-se ao Partido Verde (PV).

Em 2010, Marina candidatou-se a presidente pelo PV, obtendo a terceira colocação no primeiro turno, com mais de 19 milhões de votos. Em 2014, assumiu a candidatura a presidente pelo PSB após a morte trágica de Eduardo Campos em um acidente de avião, ficando novamente em terceira colocada com mais de 22 milhões de votos. Em 2015, conseguiu o registro de seu novo partido político, a Rede Sustentabilidade, o qual a escolheu para disputar pela terceira vez a presidência da República em 2018.

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