Terça-feira, 01 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 31 de agosto de 2026
Diante da pressão do governo Lula em razão do período eleitoral, para que o Senado apresse a votação da MP que extingue a jornada de trabalho 6×1, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encaminhou pedido aos senadores para que a proposta não seja votada antes das eleições.
No documento endossado pelas suas 34 federações e sindicatos filiados e entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a CNC afirma que mudança na jornada exige debate técnico e alerta para possíveis impactos sobre custos, pequenas empresas e empregos formais. Embora de forma tardia, a Confederação anunciou uma campanha nacional contra a votação, antes das eleições, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Fecomércio-RS preocupada com futuro
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, avalia que “não se trata apenas de dizer “sim” ou “não” à escala 6×1, mas de pensar no futuro do trabalho e nos impactos para trabalhadores e empresas”. Bohn também destacou a PEC 12, que defende mais liberdade para que o próprio trabalhador possa escolher como deseja trabalhar, com flexibilidade e direitos garantidos, além do valor da negociação coletiva. A importância da atualização dos limites do Simples Nacional também foi um dos temas da reunião.
Um estudo da Fecomércio-RS indica que, em termos de impacto no mercado de trabalho formal privado, o Rio Grande do Sul (com 7,25% das horas de trabalho impactadas) aparece em uma posição intermediária entre os estados brasileiros.
Impacto do fim da jornada 6×1 na indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também projeta que a redução legal da jornada de trabalho teria impacto direto sobre praticamente toda a indústria brasileira. A estimativa é de que 97% das empresas do setor seriam afetadas por uma eventual mudança na carga horária semanal. Hoje, 85% das indústrias adotam jornada de 44 horas para empregados ligados diretamente à linha de produção, enquanto 12% operam com jornadas entre 40 e 44 horas. O setor industrial se posiciona majoritariamente contra mudanças impostas por lei. 73% das empresas rejeitam a redução da jornada de 44 para 40 horas.
Olho nos suplentes dos candidatos ao Senado
A campanha eleitoral tem duas vagas em disputa no Senado. Encerram os mandatos dos senadores Luis Carlos Heinze, do PP, e Paulo Paim, do PT.
Por esta razão, existem motivos a mais para prestar atenção aos coadjuvantes, os suplentes. Alguns dos principais candidatos ao Senado por alguns estados – incluindo o Rio Grande do Sul – são cotados para integrar eventuais governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). Assim, não é novidade que um senador recém-eleito troque a cadeira no Congresso por um ministério. A Lei Eleitoral permite que cada candidato ao Senado leve consigo dois suplentes, que não recebem votos em seus próprios nomes. Como o eleitor vota no pacote, se o titular sai, não assume outro candidato escolhido nas urnas, como ocorre na Câmara pela lógica do sistema proporcional. O Estadão mostrou que, no início do terceiro governo Lula, por exemplo, nada menos que sete senadores migraram para o primeiro escalão do Executivo. Assim, é importante que o eleitor verifique quem são os candidatos ao Senado. Mas, principalmente, quem são os seus suplentes.
Efeito Lulinha: Lula empata no segundo turno com Flavio Bolsonaro e Ronaldo Caiado
O efeito das suspeitas que envolvem o possível tráfico de influência de Lulinha no governo do seu pai já se refletem nas pesquisas eleitorais. É o que demonstra a pesquisa do instituto Nexus, divulgada ontem, para colher a intenção de votos para a disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A pesquisa mostra o presidente Lula na liderança da disputa, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 33%, enquanto Augusto Cury desponta como a principal novidade do levantamento e assume isoladamente o terceiro lugar, com 11%. No segundo turno, a pesquisa registra empate técnico de Lula contra Flavio e Caiado: Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro e Lula 45% x 44% Ronaldo Caiado.
Dados da pesquisa Nexus
O levantamento ouviu 2.005 pessoas, entre os dias 28 e 30 de agosto, por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada e paga pelo banco BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08900/2026.
Fernando Lemos diz que Banrisul aposta em tecnologia para levar ferramentas de gestão aos produtores
“Eu não estou preocupado com financiamento. Eu vim aqui compromissado com o futuro do Rio Grande do Sul, para enxergar qual é o caminho que nós temos. O crédito é um pedaço disso, mas não é só isso”, afirmou o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, ontem, na Expointer. Ele participou do lançamento do Centro de Consultoria Agrodigital, em parceria com a cooperativa CCGL e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro/RS), para atender, em projeto piloto, até 250 produtores com orientação tecnológica de gestão a propriedades rurais. Lemos destacou que “é preciso que a gente leve ao interior do Rio Grande do Sul o que estamos construindo aqui.”
Para atrair interessados no Bloco 2 de concessões de rodovias, Eduardo Leite admite ajustar com novo governo, aporte superior a R$ 2 bilhões
O governador Eduardo Leite admitiu ontem que poderá ajustar com o governador ou governadora que for eleito uma mudança no projeto de concessão do bloco 2 de rodovias no Rio Grande do Sul. A informação é da jornalista Taline Oppitz, do Correio do Povo. Uma das mudanças seria o aumento do aporte para a empresa vencedora, que passaria dos atuais R$ 1,5 bilhão para R$ 2 bilhões ou até um valor maior, como forma de atrair interessados para um novo leilão. O leilão do Bloco 2 de rodovias, que seria realizado na primeira quinzena de junho pelo governo do Rio Grande do Sul, para conceder um trecho de cerca de 400 quilômetros entre o Vale do Taquari e o Norte do Estado, foi cancelado por falta de propostas. (Por Flavio Pereira – @flaviorrpereira)
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