Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 27 de outubro de 2026
Discriminação eleitoral
Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa, o deputado Adão Pretto Filho (PT) colocou o colegiado à disposição de empresas, profissionais e artistas alvo de listas de boicote por declararem voto no presidente Lula. Em pronunciamento na sessão plenária dessa terça-feira (27), o parlamentar repudiou a circulação desses materiais em grupos de mensagens, classificando a prática como uma tentativa de constranger e intimidar eleitores após o pleito. Durante a manifestação, o deputado comparou a exposição pública por convicções políticas a métodos históricos de perseguição e alertou que a confecção e divulgação desses conteúdos podem configurar crimes. Pretto orientou as pessoas e empresas prejudicadas a procurar o Ministério Público e a Polícia Civil para registrar denúncias e avaliar as medidas cabíveis. A CCDH acompanhará os casos e cobrará a apuração das denúncias e a responsabilização dos envolvidos na forma da lei.
Reação na Serra
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Nova Petrópolis e associações comerciais locais manifestaram total repúdio a qualquer forma de discriminação, exposição ou perseguição de pessoas e empresas por posicionamento político. O texto destaca que listas que expõem cidadãos e incentivam boicotes ferem os valores cultivados pela comunidade e atingem famílias, empregos e toda a população. A administração municipal ressalta que a circulação desses materiais foge ao controle do Poder Executivo, mas afirma que essas práticas não representam Nova Petrópolis. Os signatários manifestam confiança de que as autoridades competentes apurarão os fatos e darão o devido tratamento legal aos responsáveis. Nova Petrópolis está entre os municípios gaúchos onde circularam listas de boicote que apontavam empresas e profissionais como apoiadores da candidatura de Lula à reeleição.
Segurança feminina
Elaborado pela deputada Bruna Rodrigues (PSB), o relatório final da Comissão Especial de Combate ao Feminicídio foi aprovado nessa terça-feira (27) na Assembleia Legislativa. Entre os gargalos diagnosticados, o parecer evidencia que 77% dos municípios gaúchos não dispõem de estrutura especializada para acolher mulheres em situação de violência. Para reverter o cenário, o colegiado defende a recomposição orçamentária da Secretaria das Mulheres, ressaltando que o montante previsto para 2027 representa apenas 0,05% das despesas do Estado. Propostas prioritárias incluem ainda a expansão das Patrulhas Maria da Penha, o funcionamento ininterrupto das Delegacias da Mulher e a implantação de centros de reabilitação para agressores. Segundo levantamento do grupo, o Rio Grande do Sul registrou 54 feminicídios consumados e 159 tentativas entre janeiro e agosto deste ano.
Gestão compartilhada
Lideranças das quatro maiores bancadas da Assembleia Legislativa — PL, PT, PP e MDB — emitiram nessa terça-feira (27) uma nota conjunta reafirmando o compromisso com a gestão compartilhada do Parlamento gaúcho. A divulgação ocorreu após reunião entre os deputados Professor Cláudio Branchieri (PL), Miguel Rossetto (PT), Marcus Vinícius (PP), Guilherme Pasin (PP) e Luciano Silveira (MDB). No documento, as bancadas destacam que o modelo representa uma conquista democrática e expressa a pluralidade política do Rio Grande do Sul. A nota ressalta ainda que a prática, construída ao longo dos anos, fortalece a autonomia do Legislativo e assegura a convivência democrática entre diferentes forças políticas. Segundo o texto, a gestão compartilhada também contribui para o equilíbrio institucional, a transparência e o funcionamento da Assembleia.
Educação gaúcha
A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa decidiu ontem (27) entregar ao governador eleito Luciano Zucco (PL) um relatório consolidado com as informações e demandas recebidas pelo colegiado ao longo da legislatura. A proposta foi sugerida pela deputada Sofia Cavedon (PT) e acolhida de pronto pela presidente do grupo, deputada Patrícia Alba (MDB). Segundo Sofia, o material busca permitir que o futuro chefe do Executivo conheça a real situação da rede pública de ensino do Estado. O documento reunirá diagnósticos, dados e reivindicações colhidos junto às comunidades escolares gaúchas ao longo de todo o período. (Por Bruno Laux – Instagram: @obrunolaux)