Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Copa do Mundo 22 Copa do Mundo do Catar termina com cerimônia discreta

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Milhares de torcedores vestindo as cores da França e da Argentina se reuniram no estádio Lusail, em Doha, neste domingo, onde a Copa do Mundo 2022 terminou com um cenário dos sonhos para o Catar: um duelo entre Kylian Mbappé e Lionel Messi, ambas estrelas do Paris Saint-Germain, controlado por Doha. Antes da bola rolar, no entanto, ocorreu uma discreta cerimônia de encerramento.

Depois de uma cerimônia de abertura que celebrou a aproximação e o respeito mútuo para além das nossas diferenças, a cerimônia final usou a poesia e a música para fazer referência à união mundial durante os 29 dias do torneio. A Fifa nomeou a cerimônia de “A Night to Remember” (“Uma noite para lembrar”, em tradução livre).

Diferentemente da abertura, que durou quase uma hora, o encerramento teve apenas cerca de vinte minutos. Após proibição de ações de apoio à causa LGBTQIA+ e polêmicas por desrespeito a direitos humanos e trabalhistas no país, a organização da Copa reforçou a mensagem de união entre os povos, com discurso de “respeito e alegria”.

A cerimônia começou com a artista de renome no Qatar, Dana, e luzes iluminando o Estádio Lusail. Todos os países participantes desta edição da Copa foram representandos em bolas, trazidas para o centro do gramado. Artistas pregaram que esse Mundial é: ‘Essa Copa é de todos, é a Copa da igualdade’.

A multidão assistiu aos aviões da força aérea do Catar sobrevoando o estádio enquanto o Estado do Golfo também comemorava seu dia, com milhares de forças policiais, incluindo unidades anti-motim equipadas com canhões de água, protegendo a área.

Um rosa do deserto abriu no gramado com vários artistas, como Davido e Aisha cantando a música Hayya Hayya, dentre outras. Além dos dançarinos e voluntários ao redor do palco no centro do campo. Uma festa representando a união de povos, pregando respeito e alegria. Que se encerrou com fogos de artificio, sem som, só luzes.

Polêmicas

A realização da Copa do Mundo de 2022 no Catar, marcada por controvérsias, é parte de uma estratégia construída pelo pequeno, mas rico Estado para reforçar sua influência global.

O torneio colocou seu histórico de direitos humanos sob os holofotes – incluindo as condições de trabalho para estrangeiros que construíram os estádios e as leis conservadoras que restringem a expressão política e barram a venda de álcool.

Autoridades do Catar dizem que as críticas ao seu país têm sido injustas e mal informadas, apontando para a promulgação de reformas nas leis trabalhistas desde 2018 e acusando alguns que criticam de racismo e critérios duplos.

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