Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de setembro de 2026
A crise dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) pode respingar na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num momento em que a última pesquisa Quaest traz alertas para o candidato petista.
Os números divulgados na quarta-feira (2) mostram que a distância entre Lula e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no cenário de segundo turno caiu de oito para um ponto no espaço de dois meses: agora está em 42% para o petista e 41% para o filho do ex-presidente Bolsonaro.
Aliados do presidente reconhecem que, pela proximidade entre Lula e o ministro Alexandre de Moraes, a campanha de Flávio Bolsonaro terá munição para associar a imagem dos dois.
Por isso, assessores presidenciais passaram a defender que o Supremo Tribunal Federal retire também o sigilo das investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, depois que o ministro André Mendonça decidiu tornar público o relatório da Polícia Federal (PF) sobre as conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
“As conversas entre Vorcaro e Moraes não atingem diretamente o presidente Lula, mas a proximidade dos dois é ruim neste momento e o eleitor médio tende a enxergar no governo um defensor de Alexandre de Moraes por causa da ação que investigou a trama golpista”, diz um interlocutor de Lula, que defende uma fala do presidente pedindo que tudo seja esclarecido e nada deixe de ser investigado.
A avaliação da equipe de Lula é que, se for levantado o sigilo sobre as investigações do dinheiro que Vorcaro destinou para o filme sobre Bolsonaro, haverá material para se contrapor às revelações sobre Alexandre de Moraes e o banqueiro.
No fundo, é uma admissão de que a crise envolvendo o ministro mais criticado pelo bolsonarismo respinga, sim, na imagem do petista.
Dentro da PF, investigadores são contra a retirada do sigilo porque isso poderia prejudicar operações que estariam sendo planejadas. Eles entendem que isso pode acabar levando alvos de uma operação a destruírem provas.
As investigações estão avançadas.
Por outro lado, a Polícia Federal planeja encerrar em setembro o primeiro inquérito do Banco Master, o que investiga as fraudes bancárias na venda de carteiras de crédito fraudulentas para o BRB, o banco público de Brasília.
A intenção da PF era terminar esse primeiro inquérito em agosto, mas não foi possível por conta de alguns entraves das investigações. (Com informações do colunista Valdo Cruz, do portal de notícias g1)