Sábado, 12 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de setembro de 2026
A empresa Go Up Entertainment Ltda. destinou R$ 20,9 milhões para custear a produção do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O valor consta na perícia elaborada pelo Instituto de Perícia Investigativa, anexada ao inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que apura supostas irregularidades na produção do longa. O montante se refere às despesas da produção apenas no Brasil.
Segundo a perícia, as recursos da produção foram aplicados da seguinte forma: cachês de 11 atores e 800 figurantes; equipe técnica responsável pela iluminação, direção, produção executiva e som; equipamentos cinematográficos; figurino, maquiagem, cabelo, próteses e efeitos especiais; passagens aéreas, transporte terrestre, veículos de produção e translados do elenco; hospedagem e acomodação; alimentação diária, catering e refeições do elenco; camarins, centros de apoio, áreas operacionais e geradores; segurança privada e escoltas; gestão administrativa, documentação, contratos, licenças, seguros, suporte jurídico-contábil e controle financeiro; pagamentos a empresas brasileiras contratadas para fornecimento de serviços, materiais, locações e apoio técnico; manutenção, operação e encerramento das atividades de produção.
O documento elaborado pela perícia não detalha a aplicação dos recursos por grupo de despesas. Os pagamentos foram realizados majoritariamente via Pix (88,29%). Segundo a perícia, R$ 18,5 milhões foram transferidos por meio do mecanismo de pagamentos instantâneo.
Custo total da produção
A perícia afirma também que as despesas da produção da Go Up Entertainment Ltda. nos Estados Unidos somaram US$ 9,664 milhões (R$ 54,2 milhões), destinadas à cobertura dos custos operacionais vinculados à produção cinematográfica no território americano.
Sendo assim, considerando os gastos nos dois países, a perícia aponta que o custo total de produção totalizou US$ 13,4 milhões, o equivalente a R$ 75,2 milhões. Os recursos foram aplicados pela produtora entre os dias 1° de junho de 2025 e 4 de junho de 2026.
No documento, o Instituto de Perícia Investigativa diz não ter identificado entrada de recursos públicos, repasses governamentais ou financiamentos.
“Tampouco, foram localizados valores recebidos a título de patrocínio, sejam eles públicos ou privados, como, por exemplo, recursos advindos de incentivos fiscais, a exemplo da Lei Rouanet”, diz o documento.
Em relação aos investimentos privados, a perícia afirma que a estrutura contratual previa uma remuneração de 20%, ou seja, retorno de R$ 1,20 para cada R$ 1 investido.
Gravações
As filmagens com os atores ocorreram apenas em São Paulo, enquanto os Estados Unidos concentraram toda a estrutura de estúdio e pós-produção técnica.