Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de outubro de 2026
Com o objetivo de coibir excessos no trânsito, reduzir comportamentos de risco e preservar vidas, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) inicia na próxima segunda-feira (2) o monitoramento de mais dois locais de Porto Alegre por detectores de avanço de sinal vermelho (DAS). O pontos escolhidos são o cruzamento da avenida Sertório com Ceará (Zona Norte) e o da Ipiranga com rua Silva Só (Zona Leste).
Na Sertório o limite é de 40 km/h no sentido Bairro-Centro e de 60 km/h no fluxo Centro-Bairro. Na avenida Ceará, que possui sentido único Norte-Sul, o limite é de 60 km/h.
Já na Ipiranga o limite é de 60 km/h nos dois sentidos da avenida. Trata-se da mesma velocidade permitida nas aproximações da rua Silva Só (Norte-Sul) e da rua São Manoel (Sul-Norte).
A prefeitura ressalta que todos os 15 principais cruzamentos com maior número de acidentes graves na capital gaúcha passarão a contar com esse tipo de esquipamento. Entre março e setembro, a tecnologia permitiu o monitoramento de mais de 43 milhões de passagens de veículos em 11 cruzamentos. Desse total, apenas 0,022% resultaram em infrações.
Fator de risco
Dados do Programa Vida no Trânsito indicam que o avanço do sinal vermelho foi o principal fator de risco identificado nas mortes no trânsito em Porto Alegre ao longo do ano passado. Por isso, desde março de 2026 os DAS monitoram os cruzamentos com maior número de sinistros na Capital, conforme o planejamento da EPTC.
Os equipamentos registram a ultrapassagem do sinal vermelho, qualificando a fiscalização e dando base técnica a decisões que reduzam as infrações e, em consequência, os acidentes graves nesses pontos críticos.
“Estamos conseguindo reverter a projeção de vidas perdidas que tínhamos no início do ano e avançar no objetivo de reduzir os sinistros de trânsito e salvar vidas. O monitoramento mostra que a grande maioria dos motoristas já respeita a sinalização”, afirma o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto.
DAS presente
– Avenida Aparício Borges x avenida Oscar Pereira.
– Avenida Baltazar de Oliveira Garcia x avenida Dante Ângelo Pilla/avenida Manoel Elias.
– Avenida Bento Gonçalves x avenida Antônio de Carvalho.
– Avenida Bento Gonçalves x avenida Princesa Isabel.
– Avenida Bento Gonçalves x estrada João de Oliveira Remião.
– Avenida Farrapos x rua Santo Antônio/rua Walmor Paulo Sauter.
– Avenida Ipiranga x avenida Azenha.
– Avenida Ipiranga x avenida Salvador França.
– Avenida Nonoai/Cavalhada x avenida Campos Velho/Vicente Monteggia.
– Avenida Plínio Brasil Milano x avenida Augusto Meyer x avenida Carlos Gomes.
– Avenida Protásio Alves x rua Vicente da Fontoura.
– Avenida Protásio Alves x rua Ramiro Barcelos/avenida Venâncio Aires x avenida Osvaldo Aranha.
– Avenida Sertório x rua Edu Chaves/avenida Souza Reis.
Saiba mais
Em Porto Alegre, é tolerado transpor o sinal vermelho entre 23h e 4h59min, desde que o condutor tome os cuidados obrigatórios: reduzir a velocidade, respeitar a prioridade de quem está na via, dar preferência absoluta aos pedestres e não ultrapassar 30 km/h. O descumprimento dessas regras configura infração de trânsito.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor que avança o sinal vermelho para dar passagem a ambulâncias e outros veículos de emergência em atendimento não é autuado. Esses registros são analisados pela EPTC e, quando a situação é confirmada, a autuação é descartada. Se a infração chegar a ser registrada, o condutor pode apresentar defesa, e a EPTC reavalia o caso mediante comprovação, conforme a legislação.
O uso de equipamentos eletrônicos de fiscalização integra as ações do Plano de Segurança Viária Sustentável (PSVS) de Porto Alegre e está alinhado ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que busca reduzir mortes e ferimentos graves com ações de engenharia, educação e fiscalização.
Porto Alegre integra o Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde. Desde 2012, o município analisa todos os sinistros fatais para identificar os fatores e as condutas de risco envolvidos, que em sua maioria são comportamentais. Essas informações orientam as ações de educação, planejamento e fiscalização voltadas à prevenção de novos acidentes.
(Marcello Campos)