Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de setembro de 2026
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito, por motivo de “foro íntimo”, e disse que não vai participar do julgamento que pode abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, iniciado na manhã desta terça-feira (15).
Toffoli era relator das apurações envolvendo o Banco Master na Corte antes de André Mendonça. A saída do ministro da relatoria do caso ocorreu em fevereiro, após o avanço das investigações da PF (Polícia Federal) apontarem ligação do ministro com o Banco Master.
Desde que deixou a relatoria do Master, Toffoli não participou de julgamentos do caso na Segunda Turma do STF, como os que confirmaram a prisão de Daniel Vorcaro, de familiares e do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.
O ministro também se declarou suspeito para analisar pedido que cobrava instalação da CPI do Master na Câmara.
Toffoli e o Master
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações após o avanço das investigações da PF apontarem a ligação dele próprio com negócios da instituição financeira. O avanço das investigações revelou uma série de ligações envolvendo o Master, a gestora de investimentos Reag e o Resort Tayayá, no Paraná.
Em 2021, uma empresa gerida pelos irmãos de Toffoli, e da qual o ministro revelou ser sócio, vendeu a um fundo de investimentos uma parte que tinha no resort. O negócio de R$ 3,1 milhões envolveu um fundo de investimentos chamado Arleen, que, por sua vez, está ligado a outro fundo chamado Leal, cujo responsável é o cunhado de Daniel Vorcaro. A empresa Maridt, dos irmãos de Toffoli, teve participação no resort até o ano passado.