Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de setembro de 2026
O ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de votar na sessão histórica do STF (Supremo Tribunal Federal) desta terça-feira (15) que analisa a conduta do colega Alexandre de Moraes após a revelação de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nunes Marques disse que não se sente confortável em participar do julgamento na posição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“No entanto, eu entendo que eu tenho uma missão, e que para mim eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026. O TSE tem se mantido equidistante de todos que rondam o processo eleitoral. Eu não tenho dúvida, e os debates vão influir, que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral. Então, não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido”, afirmou o ministro.
Diálogos de Vorcaro
Os nomes de Nunes Marques e do seu filho apareceram em diálogos extraídos do celular de Vorcaro. Em uma das mensagens, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, responde a uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin Marques e a menção ao valor de R$ 500 mil por mês.
Os pagamentos, de acordo com os diálogos, seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária. Em nota, a defesa de Kevin Marques disse que ele não prestou serviço ao Banco Master nem recebeu dinheiro e Vorcaro.
“Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”, diz o posicionamento.
Sobre essa questão, durante o julgamento, o ministro Nunes Marques disse: “Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridades no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Isso é fato porque o sigilo bancário já foi quebrado. Não adianta se especular de outra forma porque o sigilo já foi quebrado, contra fatos não existem argumentos. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção. E a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi”.