Terça-feira, 27 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de outubro de 2026
A direita preservou a força conquistada nos Estados há quatro anos, mas o segundo turno de domingo (25) redesenhou o mapa partidário. PL, PP e Republicanos ampliaram sua presença, consolidando o predomínio do centrão nos governos estaduais.
O PL terminou a eleição como a legenda com mais governadores, seis ao todo. Em 2022, havia vencido apenas no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Agora, também comandará Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Roraima, todos conquistados no primeiro turno. No Amazonas, a candidata Maria do Carmo Seffair foi derrotada por Omar Aziz (PSD).
Republicanos e PP, partidos próximos ao bolsonarismo, mas fora da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), dobraram suas bancadas de governadores e passarão a comandar quatro Estados cada a partir de 2027.
O Republicanos formou um cinturão no Sudeste com Tarcísio de Freitas, em São Paulo, Cleitinho, em Minas Gerais, e Lorenzo Pazolini, no Espírito Santo. Também governará Mato Grosso.
O PP cresceu com a reeleição de Celina Leão, no Distrito Federal, e Mailza Assis, no Acre, que assumiram os governos após a renúncia dos titulares. No primeiro turno, a legenda já havia eleito Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, o único do partido alinhado a Lula na eleição presidencial.
O PT também comandará quatro Estados, repetindo o resultado de 2022 e mantendo sua força no Nordeste. Após reeleger Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí) no primeiro turno, venceu no Rio Grande do Norte com Cadu de Lula, ex-secretário da Fazenda de Fátima Bezerra (PT), que derrotou Allyson Bezerra (União Brasil) por margem estreita. O partido também disputou no Distrito Federal, mas Leandro Grass perdeu para Celina Leão.
As demais siglas de esquerda — PSB, PDT, PV, PSOL e Rede — não elegeram governadores. O PSB ficará sem comandar Estados pela primeira vez desde 1990. Assim, o PT será a única legenda da esquerda com governos estaduais neste século.
O PSD se consolidou como principal força de centro, com cinco governadores eleitos. Apesar de disputar a Presidência com Ronaldo Caiado, que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, seus governadores eleitos não respaldaram o senador: três ficaram neutros e dois apoiaram Lula.
Após vencer em Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Amapá no primeiro turno, o PSD conquistou também o Amazonas com Omar Aziz. O partido, liderado por Gilberto Kassab, havia eleito apenas dois governadores em 2022, mas cresceu com migrações partidárias.
Entre as legendas tradicionais, o MDB caiu para um governador, Daniel Vilela, eleito em Goiás no primeiro turno. O partido perdeu no Espírito Santo, onde Ricardo Ferraço foi derrotado por Pazolini, e sofreu reveses nos redutos dos grupos Barbalho e Calheiros.
O União Brasil, que elegeu quatro governadores em 2022, terminou sem nenhum. No segundo turno, perdeu no Tocantins, com Professora Dorinha, e no Rio Grande do Norte, com Allyson Bezerra.
Já o PSDB surpreendeu ao conquistar dois governos, com JHC, em Alagoas, e Vicentinho Júnior, no Tocantins. Ainda assim, está distante do auge: em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso deixou a Presidência, o partido elegeu sete governadores.
O Podemos também alcançou um feito inédito ao eleger Dr. Daniel, ex-prefeito de Ananindeua, no Pará, ainda no primeiro turno. (Com informações da Folha de S.Paulo)