Sábado, 05 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de setembro de 2026
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) ampliou o uso de anúncios pagos nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Dados da Biblioteca de Anúncios da Meta mostram que a estratégia tem priorizado o público jovem e determinadas regiões do país.
Nos últimos sete dias analisados, entre 25 e 31 de agosto, a campanha de Cury gastou cerca de R$ 43,9 mil em anúncios na plataforma. O valor é compatível com os registros apresentados pela campanha à Justiça Eleitoral.
O impulsionamento de conteúdos é permitido pela legislação eleitoral, desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre as restrições estão a proibição de conteúdos pagos para atacar adversários e de determinadas formas de atuação de influenciadores e perfis automatizados.
Os dados da Meta indicam que a campanha de Cury passou a direcionar uma parcela maior dos anúncios para eleitores mais jovens após o início oficial da campanha. Pessoas entre 18 e 24 anos responderam por aproximadamente 36% das impressões estimadas dos conteúdos patrocinados. Na faixa de 25 a 34 anos, foram cerca de 32%.
O direcionamento também mudou regionalmente. O Nordeste passou a concentrar mais da metade das impressões dos anúncios, enquanto o Sudeste, que tinha maior participação no período anterior, reduziu sua parcela.
Entre os conteúdos que receberam investimento está um vídeo com um trecho da participação de Cury no primeiro debate presidencial. O evento aumentou a exposição do candidato nas redes sociais e nas buscas na internet.
Cury também ganhou milhões de seguidores nas redes sociais nas últimas semanas. O crescimento acelerado gerou questionamentos de campanhas adversárias sobre a origem da expansão. O candidato nega irregularidades e afirma que o aumento de sua audiência ocorreu de forma espontânea.
Até o momento, não há registro de processo no Tribunal Superior Eleitoral relacionado especificamente ao crescimento dos seguidores de Cury. A legislação permite o impulsionamento de conteúdos eleitorais, mas proíbe práticas como o uso de perfis falsos ou automatizados para manipular artificialmente o alcance e o engajamento.
A campanha de Cury declarou à Justiça Eleitoral despesas com impulsionamento de conteúdos e afirma que os valores correspondem às ações realizadas nas plataformas digitais.