Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home Economia Em entrevista, futuro ministro da Fazenda dá sinal de responsabilidade fiscal

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Fernando Haddad (PT), futuro ministro da Fazenda, disse nessa quarta-feira em entrevista à GloboNews que o Brasil não está em um momento favorável de expansão fiscal e reforçou a perspectiva de conciliação e equilíbrio entre responsabilidade social e gasto público.

“Não estamos em um momento em que a expansão fiscal vai ajudar a Economia. Estamos em um momento em que estamos pegando uma situação fiscal, assumindo um compromisso herdado, não vamos desamparar as pessoas que foram incluídas no INSS ou Auxilio Brasil”, disse.

Haddad afirmou que terá boa relação com o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, que tem mandato até 2024. Além disso, ele defendeu que um a “transição bem feita” pode gerar ganhos econômicos e condicionou a responsabilidade social ao equilíbrio fiscal.

“Mas, hoje, olhando para todos os indicadores, se fizermos bem feito e houver espaço para estímulo, será o estímulo monetário. Se nós soubermos fazer a transição, tem espaço para uma taxa de juros menor. Você precisa dar segurança para a autoridade monetária (…) A responsabilidade fiscal é parte da responsabilidade social. Eu concordo com a tese de que um Estado desorganizado é um Estado que acaba punindo o mais fraco”, disse.

Haddad disse ainda que a intervenção do Estado na economia não será a norma do novo governo:

“Em determinadas situações, você precisa tomar medidas anticíclicas. Não existe relação de que ‘quanto mais gasto, mais cresce o PIB’. O que existe é que, em determinadas situações, quando se tem um choque, pode ser uma pandemia ou uma guerra (…) há momentos em que o Estado intervém, mas são momentos muitos críticos”, avalia.

Ibovespa

Em pregão volátil, o Ibovespa virou para alta e conseguiu se segurar em terreno positivo nessa quarta, deixando de lado a pressão com a forte queda da Petrobras. O principal índice da Bolsa brasileira reagiu positivamente a novas falas do futuro ministro da Fazenda.

Em entrevista à GloboNews, ele defendeu a criação de uma nova âncora fiscal no início do próximo ano, feita via lei complementar. O novo ministro disse ainda que quer “destravar” as Parcerias Público-Privadas (PPPs) para aumentar investimentos.

As falas ajudaram a recuperar o índice, que mais cedo caiu mais de 1% arrastado pela Petrobras. As ações da petroleira desabaram quase 10% na bolsa, com investidores reagindo negativamente à mudança da Lei das Estatais.

A alteração, aprovada na última noite pela Câmara dos Deputados, reduz de 36 meses para 30 dias o período de quarentena para dirigentes de campanha assumirem cargos do alto escalão em estatais.

A mudança viabiliza a escolha de Aloizio Mercadante para a presidência do BNDES do próximo governo. Mas também aumenta as incertezas do mercado sobre o futuro das estatais listadas.

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