Domingo, 30 de Agosto de 2026

Home Eleições 2026 Enquanto campanha de Lula aposta na desconstrução de Flávio, Flávio evita mencionar Lula na disputa

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Os candidatos à Presidência da República fizeram neste, 29, sua estreia na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o legado de seu governo e investiu em ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “o pior dos Bolsonaros” e vinculou a escândalos como o das rachadinhas e o do Banco Master. O candidato do PL, por sua vez, criticou a situação econômica do País, procurou apresentar sua trajetória política e fez acenos às mulheres, dedicando boa parte das inserções a falar sobre as figuras femininas de sua vida: a mãe, a esposa, que afirma tê-lo “reeducado”, e as filhas. Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou e atacou o PT, enquanto o psiquiatra Augusto Cury (Avante) defendeu “curar” o País por meio da escuta.

Lula é o candidato com o maior tempo de exposição na TV, com 5 minutos e 31 segundos de espaço no bloco diário. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 4 minutos e 20 segundos, enquanto Caiado tem 2 minutos e 20 segundos e Cury, 35 segundos. Outros candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não têm direito ao tempo de TV.

Petista usa peças para tentar desconstruir Flávio

Tanto no rádio quanto na TV, a campanha de Lula apostou em uma tentativa de desconstrução da imagem de Flávio, com quem o petista está empatado tecnicamente na maioria das pesquisas. As peças afirmam que o senador iniciou a carreira como “funcionário fantasma de um gabinete em Brasília”, cita as denúncias no escândalo da rachadinha e a homenagem que ele fez a um “matador de aluguel”.

Os programas também mencionaram o pedido milionário do senador ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. “Não dá pra confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros”, dizem as inserções. No rádio, o PT colocou um trecho do áudio de Flávio cobrando pagamentos do banqueiro.

A peça exibida na televisão também mostra o presidente enviando um recado ao “Lula de 1979”, quando ainda era uma liderança sindical. Na mensagem, o petista relembra as dificuldades que passou, cita o que chama de “perseguições” e atentados contra a democracia e diz que hoje, após três mandatos, está “infinitamente melhor”.

Tanto no rádio quanto na TV, o presidente procurou defender o legado de suas gestões, afirmando ter recebido um “País destruído” que foi colocado de “pé novamente” pelo seu governo.

“Recuperamos a economia, controlamos a inflação, batemos recordes na geração de emprego e restabelecemos programas sociais. Tem muita coisa ainda para ser feita”, disse o petista na TV.

Flávio aposta em apresentar trajetória e família

Tanto na TV quanto no rádio, Flávio dedicou um tempo a falar sobre a sua trajetória na vida pública. A campanha avalia que, apesar das intenções de voto, os eleitores ainda têm um conhecimento superficial sobre sua trajetória.

As peças dizem que, aos 21 anos, Flávio se tornou o deputado mais jovem de seu Estado e que hoje está em seu quarto mandato. O programa também deu destaque à sua atuação na área de segurança pública, tema que está no topo das preocupações dos brasileiros, lembrando que Flávio presidiu a Comissão de Segurança e foi relator do projeto que pôs fim às saidinhas de presos das penitenciárias.

Conhecido principalmente como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio dedicou parte significativa dos programas a falar das mulheres de sua vida – da mãe, da esposa e das filhas -, na tentativa de se colocar como um homem de família e fazer acenos ao eleitorado feminino, segmento no qual registra menor intenção de voto nas pesquisas.

Na peça da TV, o senador conta que passava “o tempo todo” com a mãe, a quem atribui parte de sua formação. “Ela me passou a visão de mundo dela, o jeito dela, a sensibilidade dela”, rela. Em seguida, a propaganda apresenta sua mulher, Fernanda, que afirma ter “reeducado” o marido. “Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado”, diz a esposa, reforçando umas das principais estratégias da campanha.

Nas duas inserções, na TV e no rádio, Flávio afirma que quem manda em sua casa são as filhas e a esposa e diz que as mulheres lideram “de uma forma diferente” e, “em muitas coisas”, muito melhor do que os homens. Com informações do portal Estadão.

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