Terça-feira, 16 de Julho de 2024

Home Brasil Enxurradas e enchentes: qual a diferença? Entenda

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Não é incomum ouvirmos falar de enchentes ou enxurradas. Infelizmente, apesar de eventos relativos ao curso e elevação da água serem passíveis de previsão, estes são fenômenos que costumam atingir grandes cidades com certa frequência. A tragédia aqui no Rio Grande do Sul é um exemplo.

Quando nos deparamos com notícias de enchentes ou enxurradas, quase sempre, como desdobramento do evento, temos uma sucessão de prejuízos materiais à sociedade. Além disso, outras situações trágicas acabam surgindo em decorrência desses fenômenos, muitas vezes, considerados evitáveis.

O que é uma enxurrada?

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a enxurrada pode ser caracterizada pela rápida elevação do volume de água e seu rápido escoamento. Esse súbito aumento leva a um transbordamento nas margens de rios e lagoas. No escoar das águas, o evento mostra sua capacidade destrutiva, arrastando casas, carros, árvores e até pessoas.

Não há como prever o comportamento da enxurrada, que pode durar horas, dias ou minutos. Seu impacto depende de alguns fatores, como:

  • Intensidade da chuva;
  • Topografia da área;
  • Condições de absorção do solo;
  • Cobertura vegetal;
  • Capacidade de drenagem da cidade afetada.

Em áreas urbanas, por exemplo, quando chove forte e em grande volume, muitas vezes o sistema de drenagem não consegue lidar com o volume de água. Assim, uma enxurrada pode se formar em minutos, desencadeando até deslizamentos de terra.

O que é uma enchente?

Enchente é uma situação natural e sazonal de transbordamento da água. É quando rios, lagos ou mares, provocados por chuvas da estação, saem do leito natural e começam a expandir para áreas adjacentes.

Por ser um fenômeno da natureza, é possível prever o período de uma enchente, seu tempo de duração e recorrência. Normalmente, quem cuida de estudos do tipo são profissionais da hidrologia.

Quando o transbordamento acontece em áreas pouco habitadas por humanos, a própria natureza lida com a situação, drena a água gradativamente e, no fim, são constatados poucos prejuízos ao meio ambiente, geralmente à agricultura. Em contrapartida, quando ocorre em centros urbanos, os danos são variáveis: de pequenas ou grandes proporções, a depender do volume da água e da densidade populacional.

Nestes casos, é comum casas ruírem e carros serem arrastados. O desaparecimento de pessoas em enchentes também ocorre com frequência.

Geralmente enchentes naturais ocorrem em regiões com rios perenes, aqueles que nunca secam ao longo do ano. Este tipo de rio possui três tipos de leito: um menor, o principal (onde a água costuma ficar concentrada mais tempo) e o complementar, que é inundado em épocas de cheia.

Esse fenômeno é comum em regiões conhecidas como planícies de inundação. O período de enchente muda de rio para rio e, mesmo sendo previsível, pode surpreender a população durando mais ou menos tempo.

Causas humanas

A interferência humana sobre o curso da água, segundo o MCTI, é uma das principais causas de enchentes. A má distribuição populacional também é um fator determinante para a situação.

Muitas vezes, as enchentes em cidades são provocadas por entupimento de bueiros e dificuldades do sistema de drenagem em manejar o volume de água, provocando cheias e gerando prejuízos. Outra questão é a ocupação irregular em espaços de leito principal, ou seja, regiões consideradas alagáveis.

Como a enchente é previsível, sem planejamento governamental, as pessoas ficam sujeitas a inundações anualmente. Além disso, a remoção da vegetação na área de margens, tanto por moradores quanto pelo Estado, agrava o risco, visto que essa vegetação cumpre papel natural de contenção, evitando a subida da água.

Apesar dos motivos citados, a impermeabilização do solo é considerada a principal causa de enchentes de ação humana. Com as ruas asfaltadas e concretadas, a água não consegue se infiltrar no solo durante uma grande chuva, e depende exclusivamente do sistema de drenagem humano para escoar. Muitas vezes, o volume de chuva é maior do que a capacidade funcional do sistema, o que resulta em cheia.

Impacto ambiental

Os prejuízos humanos e de infraestrutura, como pessoas desaparecidas e prédios danificados, não são os únicos impactos de enchentes e enxurradas. A ocorrência desses fenômenos acarreta algo ainda mais grave: impacto ambiental. As informações são do portal de notícias Terra.

 

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