Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

Home Mundo Estados Unidos ampliam sanções contra presidente de Cuba e atingem familiares dos Castro

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Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4) uma nova rodada de sanções contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ampliando a pressão de Washington sobre o governo da ilha. As medidas atingem o líder cubano, familiares próximos e integrantes da família Castro, além de autoridades e entidades ligadas ao regime comunista.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, as sanções incluem o bloqueio de eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e restrições financeiras contra os indivíduos e organizações listados. Entre os alvos estão a esposa de Díaz-Canel, Lis Cuesta Peraza, além de Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro; seu neto, Raúl Alejandro Castro; e Manuel Anido Cuesta.

Também foram sancionadas outras quatro pessoas e cinco entidades cubanas, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, um dos principais pilares de sustentação do governo. As autoridades americanas afirmam que as medidas têm como objetivo responsabilizar integrantes da cúpula cubana por violações de direitos humanos e pela repressão a manifestações populares.

Miguel Díaz-Canel, de 60 anos, ocupa a Presidência de Cuba desde 2018, quando sucedeu Raúl Castro. A transição marcou o fim de quase seis décadas de liderança direta da família Castro no comando do país, iniciada após a Revolução Cubana de 1959. Apesar da mudança formal, analistas apontam que a influência política da família Castro continuou significativa nos anos seguintes.

As novas sanções representam mais um capítulo na longa e conturbada relação entre Washington e Havana. Desde a Guerra Fria, os dois países alternam períodos de aproximação e tensão. Nos últimos anos, o governo americano voltou a endurecer sua política em relação à ilha, especialmente após os protestos registrados em julho de 2021, considerados os maiores em décadas.

Na ocasião, milhares de cubanos foram às ruas para protestar contra a escassez de alimentos, medicamentos e energia, além de reivindicar mais liberdades civis. O governo cubano respondeu com prisões e ações de segurança que foram criticadas por organizações internacionais de direitos humanos.

Díaz-Canel já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos em julho do ano passado, justamente por seu papel na repressão aos protestos. Mais recentemente, em maio, Washington anunciou medidas contra 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, comandantes militares e dirigentes da principal agência de inteligência do país.

Os Estados Unidos também mantêm acusações históricas contra Raúl Castro relacionadas ao episódio de 1996, quando aeronaves da organização de exilados cubanos Brothers to the Rescue foram abatidas por caças cubanos sobre o estreito da Flórida, resultando na morte de quatro pessoas.

As novas sanções foram anunciadas enquanto o presidente americano, Donald Trump, afirmava a jornalistas que deseja ver Cuba “bem administrada”, mas reiterava críticas ao sistema político da ilha.

Até o momento, o governo cubano não havia se pronunciado oficialmente sobre as medidas anunciadas por Washington.

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