Domingo, 21 de Abril de 2024

Home em foco Estados Unidos e aliados dizem que vão responder “rapidamente” em caso de teste nuclear norte-coreano

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Os Estados Unidos e seus aliados preparam uma resposta rápida diante da possibilidade de que a Coreia do Norte realize um novo teste nuclear, afirmou nessa segunda-feira (13) o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

“A Coreia do Norte completou os preparativos para (realizar) outro teste nuclear, e acredito que só precisa de uma decisão política” para agir, disse o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Park Jin, durante uma coletiva de imprensa em Washington. Para ele, um novo teste provocará novas sanções internacionais.

O relato da fuga de um funcionário de alto escalão da Coreia do Norte
“Seguimos preocupados com a perspectiva do que seria um sétimo teste nuclear”, o primeiro desde 2017, afirmou Blinken.

“Estamos em contato muito estreito com nossos aliados e parceiros próximos, a começar pela República da Coreia, Japão e outros, para poder responder rapidamente. Estamos prontos para ajustar nossa posição militar a curto e longo prazo, o quanto for necessário”, disse ele.

A Coreia do Norte multiplicou os lançamentos de mísseis balísticos, incluindo os intercontinentais. Desde o mês passado, Washington se prepara para quebrar sua moratória sobre testes nucleares.

Blinken, prometeu manter “a pressão” até o líder norte-coreano, Kim Jong-un, mudar de atitude. Ele disse que os EUA seguem abertos ao diálogo direto “sem condições prévias”.

Estoques mundiais

Os estoques mundiais de armas nucleares devem aumentar nos próximos anos, revertendo um declínio observado desde o fim da Guerra Fria, alertou o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).

De acordo com mais recente relatório anual da entidade sueca, todos os nove países com armas nucleares estão aumentando ou atualizando seus arsenais.

“Há indicações claras de que as reduções que caracterizaram os arsenais nucleares globais desde o fim da Guerra Fria chegaram a um fim”, disse Hans M. Kristensen, pesquisador do Programa de Armas de Destruição em Massa do Sipri e diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos.

Os EUA e a Rússia, que detêm 90% das armas atômicas do mundo, reduziram seus estoques em 2021 devido ao desmantelamento de ogivas defasadas. Seus estoques militares utilizáveis permaneceram relativamente estáveis e dentro dos limites estabelecidos por um tratado de redução de armas nucleares, de acordo com o Sipri.

De acordo com o Sipri, programas extensos e caros estão em andamento em ambos os países para substituir e modernizar ogivas nucleares, sistemas de lançamento e instalações de produção.

O instituto disse que os outros países nucleares – Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte – estão desenvolvendo ou implantando novos sistemas de armas, ou anunciaram sua intenção de fazê-lo. Israel nunca reconheceu publicamente possuir tais armas nucleares.

“Todos os Estados com armas nucleares estão aumentando ou atualizando seus arsenais, e a maioria está afiando sua retórica nuclear e o papel que armas nucleares têm em suas estratégias militares”, disse Wilfred Wan, diretor do Programa de Armas de Destruição em Massa do Sipri. “Esta é uma tendência muito preocupante”, ressaltou.

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