Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home em foco Falta de munição na Ucrânia aumenta pressão sobre líderes da Europa

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Com os pedidos da Ucrânia aos aliados ocidentais por mais armas para se manter no conflito contra a Rússia, os líderes europeus estão sob uma crescente pressão para encontrar uma estratégia coesa que poderia constituir a vitória ucraniana ou a derrota russa e o início de negociações realistas para acabar com a guerra.

Todos disseram que cabe aos líderes democraticamente eleitos da Ucrânia decidir como e quando entrar em tais negociações, e todos forneceram apoio financeiro e militar significativo a Kiev. Mas alguns aliados estão cada vez mais apreensivos com o conflito, que se arrasta há mais de 100 dias, e temem que a guerra leve a Otan a um conflito direto com a Rússia ou ao uso de armas nucleares e químicas por parte de Vladimir Putin.

Nessa segunda-feira (13), surgiu a notícia de que os líderes de três dos maiores países da Europa – França, Alemanha e Itália – planejam viajar a Kiev antes da reunião da cúpula do G7 marcada para o final deste mês.

A visita seria a primeira que o presidente Emmanuel Macron, da França, o chanceler Olaf Schols, da Alemanha e o primeiro-ministro Mario Draghi, da Itália, fariam à Ucrânia desde o início da guerra. Os três levantaram questões sobre como levar os dois países em conflito a uma negociação séria.

Os russos estão prestes a tomar a cidade de Severodonetsk e próximas a Lisichansk para completar a ocupação da região de Luhansk, uma das duas províncias do Donbass, no Leste da Ucrânia. Os ucranianos estão perto de ficar sem munição e perdem soldados diariamente, enquanto as autoridades pedem repetidamente a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mais envios de artilharia e de armas modernas para resistir à guerra.

À medida que os líderes ocidentais consideram o envio de mais ajuda militar, a guerra no leste depende em grande parte de quão rápido e em que quantidade essas armas pesadas chegarão e com que velocidade os soldados ucranianos aprenderão a usá-las.

As preocupações conflitantes dos líderes ocidentais levantaram polêmica em Kiev e nas capitais da Europa Central e Oriental sobre o quanto esses países realmente estão comprometidos em derrotar a Rússia.

Macron, em particular, disse duas vezes que era importante não “humilhar a Rússia”, e irritou os ucranianos e colegas europeus da Europa Central e Oriental. Estes acreditam que a guerra não se resume a Ucrânia e que as ambições da Rússia de derrubar a ordem de segurança europeia devem ser enfrentadas com a derrota dos russos, não com um cessar-fogo.

Um porta-voz de Macron disse anonimamente que a França quer que a Ucrânia seja vitoriosa – mas o próprio Macron nunca disse essas palavras. E embora Scholz, que é criticado por não fornecer mais armas à Ucrânia e de maneira rápida, diga que a Rússia não deve vencer, ele nunca disse que a Ucrânia deve alcançar a vitória.

Draghi, por sua vez, rompeu com a tradição italiana de proximidade com Moscou ao apoiar fortemente a Ucrânia, mesmo para a adesão do país à União Europeia – um assunto que Macron disse ser irreal há décadas.

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